Mulheres entre 45 e 55 anos apresentam maior risco de morte após infarto no Paraná

Estudo da PUCPR destaca vulnerabilidade da meia-idade feminina em casos de infarto agudo do miocárdio

Mulheres entre 45 e 55 anos apresentam maior risco de morte após infarto no Paraná
Doenças cardíacas são as principais causas de morte de mulheres (Freepik)

Pesquisa da PUCPR revela que mulheres entre 45 e 55 anos têm maior risco de morte após infarto, destacando a necessidade de atenção especial na saúde pública.

Estudo identifica risco elevado de morte em mulheres entre 45 e 55 anos após infarto

Um estudo realizado no Paraná, com dados do período entre janeiro de 2008 e dezembro de 2015, aponta que mulheres entre 45 e 55 anos têm maior risco de morte após sofrerem um infarto agudo do miocárdio. A pesquisa, conduzida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUCPR, acompanhou cerca de 5 mil pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba. José Rocha Faria Neto, cardiologista e coordenador do programa, destacou a vulnerabilidade desse grupo, que demanda atenção diferenciada do sistema de saúde.

Panorama das doenças cardiovasculares e mortalidade no Brasil

Dados do Ministério da Saúde indicam que doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, responsáveis por aproximadamente 400 mil óbitos anuais, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A mortalidade geral no estudo foi de 29,5%, reforçando o impacto desses eventos para a saúde pública. Comorbidades e idade avançada são fatores tradicionais de risco, mas o estudo revela que mulheres na meia-idade apresentam um padrão distinto e preocupante.

Paradoxo de gênero: menos fatores de risco, maior vulnerabilidade

O estudo destacou um paradoxo no grupo feminino entre 45 e 54,9 anos: embora apresentem menos fatores de risco tradicionais, essas mulheres mostram maior mortalidade após o infarto em comparação aos homens da mesma idade. Além disso, elas tendem a sofrer infarto em idades mais avançadas e com mais comorbidades. Aspectos hormonais relacionados à perimenopausa e menopausa, sintomas atípicos e subdiagnóstico contribuem para essa complexa situação clínica.

Implicações para políticas de saúde e educação médica continuada

Os resultados evidenciam a necessidade de abordagens clínicas específicas para mulheres nessa faixa etária, incluindo maior investimento em educação médica continuada e intervenções que considerem os determinantes sociais da saúde. A escassez de dados no sistema público brasileiro sobre esse tema dificulta o desenvolvimento de estratégias eficazes. O artigo publicado nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia destaca que a redução das disparidades de gênero exige ações integradas e direcionadas.

Sintomas atípicos e desafios no diagnóstico para mulheres na meia-idade

A presença de sintomas atípicos, como fadiga extrema, náuseas e dor na mandíbula, eleva o risco de subdiagnóstico e subtratamento em mulheres nessa faixa etária. Fatores vasculares e psicossociais também agravam o quadro, tornando o acompanhamento médico adequado fundamental para a identificação precoce e o manejo eficaz do infarto agudo do miocárdio.

Conclusão: foco especial na saúde cardiovascular feminina

Este estudo da PUCPR reforça que mulheres entre 45 e 55 anos configuram um grupo vulnerável com risco aumentado de mortalidade pós-infarto. A necessidade de estratégias clínicas especializadas, aliada à ampliação do conhecimento e da sensibilização médica, é crucial para melhorar os desfechos e reduzir as mortes por doenças cardiovasculares nesta população.

Fonte: bemparana.com.br

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