Operação integrada prende 11 pessoas e bloqueia ativos financeiros de organização criminosa no bairro Parolin
Forças de segurança prendem 11 em operação contra grupo que movimentou R$30,5 milhões com tráfico de drogas em Curitiba.
Confira a programação completa da operação contra o tráfico em Curitiba
24 de fevereiro / Curitiba (Parolin): Prisão de 11 integrantes do grupo criminoso
24 de fevereiro / Itapema (SC): Cumprimento de mandados de busca e apreensão
- 24 de fevereiro / Maceió (AL): Prisão da liderança da organização criminosa
O papel das forças de segurança na repressão ao tráfico e lavagem de dinheiro
As forças de segurança do Paraná desempenharam papel fundamental na operação que prendeu 11 pessoas envolvidas em um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no bairro Parolin, em Curitiba. Essa ação, realizada em 24 de fevereiro de 2026, reflete a integração entre Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Civil do Paraná (PCPR) e as forças policiais de Santa Catarina e Alagoas. O uso de helicópteros e cães de faro reforçou a operação, proporcionando segurança e eficiência no cumprimento das ordens judiciais.
A cooperação entre as instituições, conforme destacado pelo coronel Alexandre Lopes Dias, comandante de Missões Especiais da PMPR, é essencial para ampliar a eficácia das ações contra organizações criminosas. A articulação permitiu a execução de 11 mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 13 ordens de bloqueio e sequestro de ativos financeiros.
Investigação detalhada revela movimentação milionária e estrutura criminosa
A investigação, iniciada em junho de 2025, identificou que o grupo criminoso atuava com domínio territorial consolidado no bairro Parolin, Curitiba, após eliminar uma facção rival. O grupo utilizava residências para armazenar armas, drogas e servir como refúgios operacionais. Segundo o delegado Ivo Viana, os crimes contra a vida na região estavam intrinsecamente ligados a essa disputa pelo controle do tráfico.
O levantamento revelou que a organização movimentou cerca de R$ 30,5 milhões entre fevereiro de 2018 e setembro de 2025, obtidos principalmente com o tráfico de drogas. Para ocultar a origem ilícita, o grupo montou um elaborado esquema de lavagem de dinheiro, utilizando familiares, companheiras e empresas de fachada, além de fazer depósitos fracionados em caixas eletrônicos e lotéricas, e transferências para diversas contas de passagem para dificultar o rastreamento.
Consequências criminais e impacto na segurança do Paraná
Além do tráfico, o grupo esteve ligado a homicídios em Curitiba e região metropolitana, incluindo o assassinato de líderes rivais em Almirante Tamandaré, em março de 2026. A repressão não só visa a neutralização dos integrantes, mas também o estrangulamento financeiro da organização, visando a redução da criminalidade e maior segurança para a população.
Equipamentos apreendidos e desdobramentos operacionais
Durante a ofensiva, foram apreendidos R$ 17.313,00 em espécie, 149 dólares, uma pistola calibre 9mm e oito veículos usados nas atividades ilícitas. Em operações anteriores, a polícia já havia localizado uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado, onde foram encontrados quase meio milhão de reais em dinheiro, entorpecentes e equipamentos ligados ao grupo.
A operação representa um avanço significativo no combate ao crime organizado no Paraná, demonstrando que a integração e o planejamento detalhado das forças de segurança são eficazes para desarticular complexas estruturas criminosas e proteger a sociedade.





