Joseph Manzi admitiu uso indevido de cartões da Igreja de São Leão Magno para despesas pessoais e enfrenta processo judicial
Joseph Manzi, tesoureiro da Igreja de São Leão Magno, confessou desvio de mais de US$ 1 milhão para gastos pessoais, incluindo compra de carro de luxo.
Contexto do desvio financeiro na Igreja de São Leão Magno
O caso do tesoureiro Joseph Manzi, que desvia mais de um milhão de dólares da Igreja de São Leão Magno, em Lincroft, chama atenção para questões graves de gestão financeira em instituições religiosas. Manzi, de 78 anos, declarou-se culpado perante a juíza Jill O’Malley pelo uso indevido de cartões de crédito da igreja para despesas pessoais, incluindo a compra de um SUV Cadillac, entre outros gastos. A investigação revelou que o desvio ultrapassou US$ 1,2 milhão e gerou também irregularidades fiscais.
Detalhes das irregularidades e uso dos recursos desviados
Entre os gastos pessoais confirmados estão pagamentos de financiamentos e consertos do veículo de luxo, roupas sofisticadas, reformas na residência, despesas médicas e odontológicas, além de viagens de pesca e ingressos para partidas do New York Yankees. Esses custos eram quitados utilizando os cartões corporativos da igreja, pagos com recursos da conta operacional da paróquia. O esquema foi descoberto após o desligamento de Manzi da igreja em junho de 2025, por meio de auditoria financeira realizada pelos dirigentes.
Consequências jurídicas e financeiras para Joseph Manzi
Joseph Manzi enfrenta acusações de furto qualificado em segundo grau e fraude fiscal em terceiro grau. Conforme acordo judicial, ele poderá cumprir até cinco anos de prisão estadual. Além disso, foi determinado o pagamento de restituição de US$ 1,2 milhão à igreja e de US$ 73.032 em impostos atrasados ao Tesouro do Estado de Nova Jersey. A procuradora-geral Jennifer Davenport destacou que a conduta de Manzi se configurou como um abuso de confiança para financiar um estilo de vida pessoal e luxuoso.
Implicações para a gestão financeira e controles internos na Igreja
Este episódio evidencia a importância vital da transparência e do controle rigoroso na administração financeira de instituições religiosas. A falta de supervisão direta e mecanismos eficientes permitiu que um tesoureiro, profissional experiente e formado pela Universidade Villanova, cometesse desvios significativos por um período prolongado. A situação ressalta a necessidade de auditorias constantes, segregação de funções e prestação de contas para prevenir fraudes e proteger os patrimônios dessas instituições.
Reação da comunidade e perspectivas futuras
A descoberta do esquema impactou a comunidade que frequentava a Igreja de São Leão Magno, gerando desconfiança e mobilizando esforços para reforçar a governança e a fiscalização interna. Autoridades locais e membros da paróquia buscam restaurar a credibilidade da instituição por meio de medidas que reforcem a transparência e a ética na administração. O caso de Manzi serve como alerta para outras igrejas e entidades não governamentais sobre os riscos da falta de controles adequados.




