Proposta para proibir mulheres pastoras na Convenção Batista do Sul será debatida em Orlando com apoio de candidatos à presidência

A Convenção Batista do Sul debate em Orlando reforço à proibição do pastorado feminino com apoio dos principais candidatos à presidência.
Proposta reforça rejeição ao pastorado feminino na Convenção Batista do Sul em Orlando 2026
A discussão sobre o pastorado feminino ganha destaque na próxima Reunião Anual da Convenção Batista do Sul, marcada para o mês de fevereiro de 2026 em Orlando. O presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, Albert Mohler Jr., anunciou que apresentará uma proposta para formalizar a proibição de mulheres em funções pastorais nas igrejas filiadas. Com o apoio explícito dos candidatos à presidência da SBC, Josh Powell e Willy Rice, a iniciativa visa consolidar a rejeição ao pastorado feminino, um tema que tem gerado debates intensos e prolongados na denominação.
Detalhes da proposta para emenda à constituição da SBC
A proposta de Mohler pretende incluir um novo item no Artigo 3 da Constituição da Convenção Batista do Sul. Esse item proibiria que as igrejas cooperantes “afirmem, nomeiem ou endossem” mulheres em cargos como pastora, presbítera ou supervisora, incluindo a pregação diante da congregação. A justificativa apresentada destaca que a medida busca esclarecer a posição oficial da convenção e evitar debates internos frequentes sobre o papel das mulheres no ministério pastoral. O presidente do seminário argumenta que a medida trará maior unidade e firmeza doutrinária, comparando-a a emendas anteriores que trataram de questões relacionadas à comunidade LGBTQ+ dentro da SBC.
Apoio dos candidatos à presidência da Convenção e reações internas
Os dois candidatos confirmados para a presidência da SBC nas eleições de 2026 manifestaram apoio público à proposta. O pastor Josh Powell reafirmou que a denominação mantém o entendimento de que o ofício pastoral é exclusivo a homens qualificados pelas Escrituras. Por sua vez, o pastor Willy Rice defende não apenas a emenda constitucional, mas também a criação de uma força-tarefa para lidar com o tema no âmbito da convenção. Contudo, debates anteriores evidenciaram divergências dentro da denominação, especialmente em relação à autonomia das igrejas locais, um princípio tradicionalmente valorizado entre os batistas do sul.
Histórico das discussões sobre o pastorado feminino na SBC
Em 2025, durante a Assembleia Anual realizada em Dallas, uma proposta similar que buscava restringir o pastorado exclusivamente a homens qualificados pelas Escrituras obteve 3.421 votos favoráveis, o que correspondeu a 60,74% dos votos válidos. Apesar da maioria, a proposta não atingiu os dois terços necessários para aprovação. O debate revelou resistências quanto à interferência na autonomia das igrejas locais, com líderes como o pastor James Goforth destacando que a medida poderia desviar o foco das prioridades ministeriais e missionárias da convenção.
Implicações para a autonomia local e prioridades ministeriais
A proposta de reforço à proibição do pastorado feminino levanta questões sobre o equilíbrio entre a doutrina oficial da Convenção Batista do Sul e a autonomia das igrejas locais. Alguns líderes temem que a emenda constitucional possa impor restrições que ultrapassem os limites tradicionais dessa autonomia, alterando a dinâmica interna das congregações filiadas. Além disso, há preocupações de que debates prolongados sobre o tema possam desviar atenção e recursos de outras iniciativas prioritárias, como o trabalho missionário e o cumprimento da Grande Comissão, que são centrais à missão da denominação.





