Campanha internacional cobra libertação de pastor preso na Nicarágua

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Mobilização global exige a soltura do pastor Efrén Antonio Vílchez López após quatro anos de detenção e acusações controversas

Organizações internacionais pressionam pela libertação do pastor Efrén Antonio Vílchez López, preso há quatro anos na Nicarágua sob acusações contestadas.

Campanha internacional reforça pedido pela libertação do pastor na Nicarágua

A libertação do pastor na Nicarágua ganhou destaque nesta semana com a intensificação da campanha internacional da Christian Solidarity Worldwide (CSW). Desde 15 de maio de 2022, o pastor Efrén Antonio Vílchez López está preso sob acusações que a organização classifica como fabricadas. A atual mobilização entregou petições assinadas por mais de mil pessoas a missões diplomáticas nicaraguenses em oito países: Estados Unidos, México, Suíça, Colômbia, Bélgica, Áustria, El Salvador e Cuba, pedindo sua soltura imediata e incondicional.

Condições precárias e restrições enfrentadas no sistema penitenciário Jorge Navarro

No Sistema Penitenciário Nacional Jorge Navarro, conhecido como “La Modelo”, o pastor enfrenta condições cada vez mais severas. Apesar de sofrer de diabetes e hipertensão, ele teve sua Bíblia e óculos confiscados, além de acesso negado a livros e cuidados médicos adequados. Desde agosto de 2024, sua porção diária de água foi reduzida, e o acesso a atividades externas está limitado. Familiares também foram impedidos de fornecer alimentos, remédios e itens básicos, agravando sua situação de saúde no cárcere.

Acusações contestadas e contexto político da prisão do pastor

As autoridades nicaraguenses acusaram o pastor Vílchez López de estupro qualificado e danos psicológicos contra um menor, três dias após sua detenção. No entanto, a CSW aponta que essas acusações são represálias por críticas ao governo do presidente Daniel Ortega e da copresidente Rosario Murillo. O Terceiro Tribunal Distrital Especializado em Violência de Manágua condenou o pastor a 23 anos de prisão, alterando as acusações durante o processo e recusando-se a avaliar evidências que poderiam comprovar sua inocência, como imagens de câmeras de segurança que supostamente o mostrariam em outro local no momento do crime.

Repressão religiosa cresce na Nicarágua após protestos de 2018

O caso do pastor Vílchez López integra um cenário mais amplo de intensificação da repressão a líderes religiosos no país. Em 2024 e 2025, foram documentados 222 e 309 casos de violações da liberdade religiosa, respectivamente. Pastores e padres enfrentam vigilância policial, relatórios obrigatórios e restrições para atividades religiosas, incluindo limitações à importação de Bíblias. A organização Portas Abertas classifica a Nicarágua entre os países mais hostis ao cristianismo, evidenciando um padrão crescente de perseguição.

Casos similares e apelo à comunidade internacional por apoio

Além do pastor Vílchez López, outros líderes religiosos como o bispo José Leonardo Urbina Rodríguez foram condenados e até forçados ao exílio. Anna Lee Stangl, diretora de Advocacia da CSW para as Américas, reforça que as acusações contra o pastor são infundadas e destaca a necessidade de pressão internacional para proteger vozes independentes. Ela pede que o governo nicaraguense encerre o assédio e prisões de líderes religiosos e críticos políticos, ressaltando a urgência para preservar direitos fundamentais no país.

A campanha pela libertação do pastor na Nicarágua demonstra o impacto da repressão política sobre a liberdade religiosa e a importância da mobilização global para garantir justiça e respeito aos direitos humanos.

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