Contratação direta do cantor gospel pela prefeitura de Nova Santa Rita gera ação de improbidade e bloqueio de bens
Contratação sem licitação de Fernandinho para show em Nova Santa Rita é questionada pela Justiça por falta de comprovação de fama pública.
Justiça questiona fama de Fernandinho na contratação para show em Nova Santa Rita
A justiça questiona fama de Fernandinho na contratação direta para apresentação na Marcha para Jesus, realizada pela Prefeitura de Nova Santa Rita, Rio Grande do Sul, em março de 2024. Este caso envolve um contrato de R$ 150 mil pago com recursos públicos que agora é alvo de uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. A magistrada responsável pelo processo destacou dúvidas sobre a alegação de “consagração pública” do artista, requisito para a contratação sem licitação.
Ministério Público aponta irregularidades no processo de contratação
Segundo a investigação do Ministério Público, a contratação de Fernandinho ocorreu após reuniões entre representantes da prefeitura e líderes religiosos, sem um procedimento formal para comparar outros artistas ou produtoras. Além disso, o parecer jurídico que justificou a inexigibilidade de licitação foi baseado na antiga Lei 8.666/93, enquanto a nova Lei de Licitações (14.133/2021) já estava em vigor na época da contratação. Essa situação levantou questionamentos quanto à legalidade do contrato e motivou a ação judicial.
Defesa do cantor destaca influência e público de Fernandinho nas redes sociais
Em resposta às acusações, a defesa do cantor e da empresa responsável pela produção argumenta que Fernandinho é um dos maiores nomes da música gospel no Brasil. Eles destacam números expressivos nas plataformas digitais: 6,5 milhões de seguidores no Facebook, 4,9 milhões no Instagram, cerca de 6 milhões de inscritos no YouTube e mais de 4 milhões de ouvintes mensais no Spotify. A defesa também ressalta que o evento reuniu mais de 16 mil pessoas e que a natureza da Marcha para Jesus limita o número de artistas adequados para apresentação.
Consequências judiciais e situação atual do processo
Diante dos indícios apontados pelo Ministério Público, a Justiça determinou a indisponibilidade dos bens dos envolvidos até o limite de R$ 150 mil, incluindo bloqueio de bens e restrição de veículos. Contudo, o processo ainda está em fase inicial e não houve condenação definitiva até o momento. A ação judicial segue tramitando no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul sob o número 5131044-42.2026.8.21.7000.
Impactos e debates sobre contratações públicas para eventos religiosos
Este caso traz à tona debates sobre a transparência e legalidade em contratações públicas para eventos religiosos, especialmente quando envolvem valores significativos e artistas de grande visibilidade. A discussão sobre o conceito de “consagração pública” e o uso das leis de licitação atualizadas são essenciais para garantir a correta aplicação dos recursos públicos, preservando o interesse coletivo e o respeito às normas vigentes.





