Chefe das brigadas Al-Qassam é morto em bombardeio israelense em Gaza

Mohammed Odeh, novo líder militar do Hamas, foi abatido em ataque na Cidade de Gaza durante cessar-fogo

Chefe das brigadas al-qassam é morto em bombardeio israelense em Gaza
Mohammed Odeh, comandante das Brigadas Al-Qassam, morto em bombardeio israelense em Gaza

Mohammed Odeh, chefe das Brigadas Al-Qassam, foi morto em bombardeio israelense em Gaza, durante cessar-fogo vigente desde outubro.

Contexto do bombardeio que resultou na morte do chefe das Brigadas Al-Qassam

O chefe das brigadas Al-Qassam, Mohammed Odeh, foi morto em um bombardeio israelense no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza, na terça-feira, 26 de maio de 2026. Apesar do cessar-fogo vigente desde outubro do ano anterior, a operação coordenada pelas forças militares israelenses visou neutralizar um dos principais líderes do braço armado do Hamas. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que Odeh foi eliminado como parte do comprometimento do país em combater a organização terrorista.

Detalhes da operação e confirmação pelas autoridades israelenses

A morte de Mohammed Odeh foi confirmada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa Israel Katz. A Defesa israelense afirmou que Odeh, comandante número quatro da ala militar do Hamas, foi abatido e enviando para “se reunir com seus cúmplices nas profundezas do inferno”. A operação decorreu no bairro de Rimal, um ponto estratégico na Cidade de Gaza, conhecida por abrigar lideranças do grupo Hamas.

Impacto humanitário e vítimas civis no bombardeio

Além de Mohammed Odeh, o bombardeio causou a morte de outras sete pessoas, incluindo familiares próximos do comandante. Entre as vítimas estavam sua esposa, Umm Amro, e seus filhos Yasser, Yahya e a filha Yamila. Também morreram um homem e uma mulher não identificados. O necrotério do Hospital Shifa confirmou o número de vítimas fatais, ressaltando o impacto humanitário significativo da operação.

Sequência de ataques contra líderes do Hamas desde 2023

A morte de Odeh insere-se em uma série de operações israelenses focadas em eliminar líderes do Hamas desde o início da guerra que começou após os atentados de 7 de outubro de 2023. Em 15 de maio de 2026, Israel já havia matado o então líder militar Izz al Din al Haddad, também na Cidade de Gaza. Anteriormente, em julho de 2024, as forças israelenses mataram Mohamed Deif, considerado um dos arquitetos dos ataques contra Israel. Em maio de 2025, Mohamed Sinwar, que havia assumido o comando militar após Deif, também foi morto durante operação em Khan Younis.

Reações e declarações oficiais após o ataque

O ministro da Defesa Israel Katz utilizou a rede social X para divulgar a operação e afirmar o compromisso de Israel em eliminar todos os líderes envolvidos nos ataques de outubro de 2023. A declaração enfatizou que o Hamas não terá domínio civil e militar sobre o território. A postura reforça a estratégia israelense de pressionar continuamente o comando militar do grupo, mesmo durante períodos de cessar-fogo, para enfraquecer sua capacidade operacional.

Análise do impacto da morte de Mohammed Odeh no conflito em Gaza

A eliminação de Mohammed Odeh, que havia assumido o comando das Brigadas Al-Qassam há menos de duas semanas, representa um golpe estratégico para o Hamas, já que interrompe a cadeia de comando do braço armado do grupo. A sucessão rápida de líderes mortos pode enfraquecer a coordenação das ações militares do Hamas, porém também pode intensificar a violência e a retaliação. A operação israelense evidencia o cenário complexo e volátil do conflito em Gaza, com repercussões diretas na estabilidade regional e no equilíbrio de forças entre os atores locais.

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