Base de Castro no Rio resiste a escolha automática de substituto no PL

Agência Brasil

Aliados no Rio questionam indicação unilateral de sucessor após desistência de Cláudio Castro ao Senado

Aliados da base de Castro no Rio demonstram resistência à indicação automática de substituto do PL para o Senado.

A base de Castro no Rio resiste à escolha automática do PL para Senado

A base de Castro no Rio de Janeiro demonstra claramente que não aceitará cegamente a indicação de um substituto pelo PL na corrida ao Senado, após a desistência oficial de Cláudio Castro. Essa resistência ocorre em um momento decisivo para a definição da chapa ao Senado, envolvendo nomes como Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, deputados federais que vinham buscando a reeleição, mas agora cogitam ocupar a vaga deixada por Castro.

Pressão interna no PL e aliados de Flávio Bolsonaro discutem a chapa ao Senado

Além da base direta de Castro, integrantes do grupo de Flávio Bolsonaro no Rio questionam a prerrogativa do PL de decidir unilateralmente o substituto. Eles defendem uma reavaliação completa do desenho da chapa para o Senado, o que indica um possível embate nas articulações internas. O nome de Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil do Rio e filiado ao PP, surge como uma alternativa forte para a disputa, mostrando que o cenário está longe de ser definido.

Decisão final depende de Flávio e Jair Bolsonaro após viagem aos EUA

O desfecho dessa disputa interna deve ser decidido por Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, em diálogo com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ambos figuras centrais na eleição de 2026. Recentemente, Flávio retornou ao Brasil após visita aos Estados Unidos, onde se encontrou com o ex-presidente Donald Trump, reforçando sua influência nas articulações políticas locais e nacionais.

Contexto da desistência de Cláudio Castro e impactos na chapa do PL

Cláudio Castro já estava inelegível e sua desistência para o Senado era considerada uma questão de tempo dentro do PL. A oficialização tardia da saída surpreendeu parte da sigla, que via essa situação como inevitável após revelações sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo aportes do RioPrevidência na instituição financeira falida. Esses fatos complicaram sua situação política e abriram espaço para disputas internas no partido.

Outros pré-candidatos e o cenário eleitoral no Rio de Janeiro

Além das disputas internas do PL, a direita no Rio de Janeiro ainda conta com outros pré-candidatos ao Senado, como Márcio Canella, do União Brasil, ex-prefeito de Belford Roxo. O quadro mostra um cenário fragmentado, com diferentes forças políticas buscando consolidar suas candidaturas para as eleições de 2026. A movimentação dos grupos demonstra a complexidade e a intensidade da corrida eleitoral estadual.

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