Consumo de energia elétrica cresce 3,8% em abril com alta residencial de 8,7%

EPE registra aumento generalizado do consumo em todas as regiões e classes, impulsionado por temperaturas elevadas e expansão econômica

O consumo de energia elétrica aumentou 3,8% em abril de 2026, com destaque para o crescimento residencial de 8,7%, motivado por ondas de calor.

Panorama do consumo de energia elétrica em abril de 2026

O consumo de energia elétrica no Brasil registrou um aumento de 3,8% em abril de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 49.591 gigawatts-hora (GWh). Conforme informado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), todas as regiões do país apresentaram crescimento, com o Norte liderando a expansão, seguido pelo Nordeste e Sudeste. O destaque para essa elevação está no reforço da demanda residencial, que subiu 8,7% impulsionada por temperaturas mais altas e ondas de calor que aumentaram o uso de aparelhos de climatização. O efeito conjunto desses fatores demonstra a relação direta entre condições climáticas e o consumo energético.

Crescimento residencial e impacto do clima na demanda

O incremento de 8,7% no consumo residencial em abril de 2026 representa a maior taxa observada desde junho de 2024, evidenciando a sensibilidade desse segmento às variações climáticas. A ocorrência de uma onda de calor em várias regiões do país elevou a utilização de equipamentos como ar-condicionado e ventiladores, refletindo diretamente no aumento da demanda por energia. Além desse fator climático, o ciclo de faturamento adotado por algumas distribuidoras pode ter contribuído para o registro desse crescimento, mostrando a importância de aspectos regulatórios e operacionais no balanço energético nacional.

Expansão comercial e industrial reforçam o consumo nacional

Além do setor residencial, a classe comercial apresentou crescimento expressivo de 5,6% no consumo de energia elétrica, alcançando o maior valor mensal da série histórica da EPE iniciada em 2004. Essa alta está associada ao desempenho positivo da atividade econômica e à vigência da bandeira tarifária verde, que não adiciona custos extras na tarifa. Já o segmento industrial teve uma expansão mais modesta, de 1,4%, com 22 dos 37 setores monitorados aumentando seu consumo. Setores como extração de minerais metálicos e fabricação de produtos alimentícios foram os que mais influenciaram esse resultado, indicando uma recuperação gradual da indústria.

Mercado livre e regulado: evolução do consumo e número de consumidores

Quanto aos ambientes de contratação de energia, o mercado livre foi responsável por 44,9% do consumo nacional em abril de 2026, com um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de consumidores nesse segmento cresceu 22,5%, refletindo uma migração contínua, especialmente após a abertura do mercado livre para todos os consumidores do grupo A em janeiro de 2024. Por sua vez, o mercado regulado respondeu por 55,1% do consumo, com alta anual de 3,1% e crescimento de 1,7% no número de consumidores. Esse cenário denota uma transformação gradual no setor energético brasileiro, com maior diversificação e competitividade.

Desafios e perspectivas para o setor energético nacional

O aumento no consumo de energia elétrica em abril de 2026, especialmente no segmento residencial, traz desafios para a gestão da oferta e demanda no sistema elétrico. A influência das condições climáticas extremas reforça a necessidade de planejamento estratégico para garantir segurança energética, eficiência no uso e sustentabilidade. Além disso, a expansão do mercado livre de energia pode impulsionar mudanças estruturais no setor, incentivando o uso racional e a adoção de fontes renováveis. Acompanhamento constante dos dados de consumo e adaptação às condições econômicas e ambientais são essenciais para o equilíbrio do sistema no médio e longo prazo.

Fonte: www.infomoney.com.br

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