Aava Santiago questiona líderes religiosos sobre o crescimento financeiro durante gestões petistas e alerta para manipulação política
A vereadora evangélica Aava Santiago critica a ascensão financeira de pastores nos governos do PT e alerta sobre manipulação política.
No 4º Encontro Nacional de Evangélicos do PT, a vereadora Aava Santiago (Assembleia de Deus/Goiânia) fez uma crítica contundente sobre o crescimento financeiro de pastores como Silas Malafaia e Edir Macedo durante os governos petistas. Segundo Santiago, a narrativa de que o PT seria inimigo da igreja é um contrassenso que precisa ser enfrentado. Ela destacou que esses líderes religiosos transformaram-se em “empresários da fé”, aproveitando a expansão do segmento promovida na gestão do presidente Lula para construir impérios midiáticos e educacionais.
Impacto do enriquecimento midiático e educacional durante os governos do PT
A parlamentar apontou que a prosperidade de grandes lideranças evangélicas ocorreu em grande parte durante os governos do PT. Ela citou exemplos como Silas Malafaia, que acumulou riqueza, RR Soares que adquiriu um avião, e Edir Macedo, que chegou a figurar na lista da Forbes. Além disso, houve um crescimento expressivo de meios de comunicação evangélicos, como televisão e rádio, e da criação de faculdades ligadas a denominações religiosas. Para Aava Santiago, essa relação próxima entre poder político e lideranças religiosas se tornou uma ferramenta de manipulação para manter o controle sobre os fiéis.
Manipulação política e uso da fé para controle eleitoral
A vereadora alertou para o uso estratégico da narrativa de perseguição religiosa por parte dessas lideranças. De acordo com ela, o medo gerado sobre suposta perseguição pelo PT ou pelo presidente Lula serve para amedrontar os fiéis e direcionar votos, configurando uma forma de chantagem política. Aava destacou que essa tática tende a ser intensificada com a aproximação das eleições de 2026, indicando que o discurso será reutilizado para manipular o eleitorado evangélico.
O posicionamento político dentro da Assembleia de Deus e a defesa da fé autêntica
Ao manifestar-se em nome da Assembleia de Deus, uma denominação tradicionalmente conservadora, Aava Santiago assume uma postura crítica interna ao questionar figuras proeminentes do segmento. Ela se apresenta como uma “evangélica de verdade” e busca separar a fé autêntica das estratégias políticas adotadas por alguns líderes religiosos. Seu discurso provoca uma reflexão sobre o papel da religião na política e a necessidade de evitar que a fé seja usada para fins eleitorais e enriquecimento pessoal.
Perspectivas para as eleições de 2026 e o cenário político-religioso
Com as eleições de 2026 no horizonte, as advertências de Aava Santiago ganham relevância no debate político e religioso. Sua crítica aponta para um cenário onde lideranças evangélicas influentes pretendem explorar o sentimento religioso para garantir apoio político, utilizando discursos de perseguição e manipulação. O posicionamento da vereadora representa um contraponto importante, defendendo maior transparência e autonomia entre fé e política no Brasil.





