Batistas nos EUA reforçam proibição à ordenação de mulheres em assembleia

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Convenção Batista do Sul aprova emenda que consolida restrição à liderança feminina nas igrejas associadas

Convenção Batista do Sul aprova emenda reforçando a proibição à ordenação de mulheres, destacando debates sobre liderança eclesiástica.

Proibição à ordenação de mulheres é reafirmada na Convenção Batista do Sul

Durante a assembleia anual realizada em Orlando, a Convenção Batista do Sul aprovou uma emenda constitucional que reforça a proibição à ordenação de mulheres em cargos pastorais na denominação. A “Emenda da Verdade e da Unidade”, apresentada por Albert Mohler Jr., presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, recebeu 6.028 votos favoráveis e 2.026 contrários, totalizando 74,66% de aprovação, superando os dois terços necessários para alterações constitucionais. A proposta precisa ser ratificada novamente em 2026 para entrar em vigor.

Detalhes da emenda e seus impactos nas igrejas locais

A emenda estabelece que as igrejas cooperantes da Convenção Batista do Sul não devem afirmar, nomear ou endossar mulheres para funções pastorais ou de supervisão, incluindo a pregação diante da congregação. Essa medida teve como objetivo oferecer maior clareza doutrinária diante dos debates sobre gênero e liderança que têm ganhado destaque nos Estados Unidos. A votação gerou discussões sobre o alcance da autoridade da convenção sobre as igrejas locais, tema que divide os delegados.

Divergências sobre autonomia e liderança eclesiástica

O pastor Doug Mize, da Carolina do Sul, argumentou que a medida é desnecessária, pois os mecanismos existentes já cuidam de igrejas que apoiam mulheres em cargos pastorais. Ele mencionou que a Declaração de Fé Batista já limita o ofício pastoral aos homens, e que o número de igrejas com mulheres pastoras vem diminuindo. Por outro lado, o pastor Colin Smothers, do Kansas, defendeu a emenda como compatível com as Escrituras, ressaltando a importância de manter a ordem da criação em meio a uma cultura contemporânea de debates sobre identidade de gênero.

Reação dos líderes e contexto histórico da decisão

Albert Mohler Jr. divulgou um vídeo defendendo a proposta, destacando que a iniciativa visa esclarecer a posição oficial da denominação e fortalecer a unidade doutrinária, comparando com alterações anteriores relacionadas a temas de sexualidade. O debate sobre o tema ocorre após uma tentativa frustrada em 2025, quando a proposta não atingiu o quórum exigido para mudanças constitucionais. Alguns líderes, como o pastor James Goforth, do Missouri, alertam para o risco de ampliação da supervisão da convenção sobre a autonomia das igrejas locais.

Perspectivas para o futuro e próximos passos da emenda

Com a aprovação da primeira votação em Orlando após a suspensão de uma regra interna que adiaria a análise para 2026, a emenda seguirá para uma segunda votação na próxima assembleia anual da convenção. A expectativa é que a definição oficial sobre a proibição à ordenação de mulheres seja concluída, consolidando a posição conservadora da denominação em temas relacionados à liderança eclesiástica e gênero. A decisão terá impactos significativos nas práticas das igrejas associadas e nas discussões sobre identidade eclesiástica nos Estados Unidos.

Fonte: noticias.gospelmais.com

Fonte: Notícias Gospel

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