Relatório da OCDE revela recuperação acelerada em economias como Brasil e Coreia do Sul, enquanto outros países enfrentam desaceleração

O PIB das 20 maiores economias mundiais registrou expansão de 0,7% no Q1 de 2026, com dinâmica heterogênea entre os membros do grupo.
Estabilidade com divergências marca expansão do G20 no trimestre
O crescimento econômico agregado das 20 maiores economias mundiais permaneceu em 0,7% entre janeiro e março de 2026, conforme dados preliminares divulgados por autoridades internacionais em junho. O resultado reflete um quadro econômico bifurcado, onde acelerações em algumas regiões contrastam com desacelerações em outras, mantendo a expansão global contida e previsível.
Brasil lidera recuperação entre emergentes com expansão de 1,1%
Entre as economias do bloco, o Brasil emergiu como um dos destaques da recuperação trimestral, ampliando significativamente sua trajetória de crescimento de 0,3% para 1,1%. Esse desempenho reflete estímulos internos e recuperação da atividade produtiva em setores-chave da economia brasileira. A Coreia do Sul também surpreendeu com reversão de contração anterior: saiu de -0,1% no período imediatamente anterior para 1,8%, demonstrando capacidade de rebote rápido.
Outras economias desenvolvidas apresentaram aceleração mais modesta. O Reino Unido evoluiu de 0,2% para 0,6%, enquanto Japão e Estados Unidos registraram avanços marginais de 0,2% e 0,3% respectivamente. China, maior economia da região Ásia-Pacífico, cresceu 1,3%, ligeiramente superior ao trimestre anterior de 1,2%.
Desaceleração preocupante em Arábia Saudita e México
Em contraparte, cinco membros do grupo enfrentaram enfraquecimento na dinâmica de expansão. A Arábia Saudita registrou contração de -1,2%, invertendo completamente o crescimento de 1,3% registrado anteriormente, sinalizado possíveis pressões no setor energético. O México também apresentou reversão, passando de avanço de 0,7% para retração de -0,6%.
França, Turquia e Austrália completaram o grupo de economia com desempenho mais fraco. A economia francesa passou de crescimento de 0,2% para leve contração de -0,1%, enquanto Turquia moderou de 0,4% para 0,1% e Austrália caiu de 0,9% para 0,3%.
Índia lidera no desempenho anual com crescimento de 8,0%
Na comparação interanual, o G20 como bloco expandiu 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. A Índia dominou essa métrica com a maior taxa de crescimento anual de 8,0%, consolidando sua posição como motor de expansão entre as economias emergentes. Em contraste, o Canadá registrou a pior performance entre os 20, com contração de -0,1% na comparação com doze meses atrás.
Perspectivas e dinâmica econômica do bloco
O cenário atual ilustra as complexidades da economia global no primeiro semestre de 2026. Enquanto setores de tecnologia e serviços impulsionam crescimento em algumas nações desenvolvidas, pressões inflacionárias, volatilidade nas cadeias de suprimentos e realocações geopolíticas afetam o desempenho de outras economias. Indonésia manteve crescimento robusto em 1,4%, e Itália preservou sua taxa de 0,3%, sinalizando estabilidade em seus respectivos contextos.
O crescimento nulo do Canadá após contração anterior (-0,2%) também aponta para desafios estruturais em economias norte-americanas adjacentes. Esses dados sugerem que, embora a expansão global não ameace desacelerar drasticamente, a velocidade de recuperação permanece contida, exigindo atenção de formuladores de política econômica em diferentes regiões para sustentar trajetórias mais vigorosas nos trimestres subsequentes.





