Limeira bloqueia acesso a ponte após morte de jovem em rope jump

Prefeitura reabre vala para impedir circulação na Ponte do Esqueleto, local onde Maria Eduarda foi arremessada sem equipamento de segurança

Limeira bloqueia acesso a ponte após morte de jovem em rope jump
Máquinas abrem vala para bloquear acesso à Ponte do Esqueleto na divisa entre Limeira e Cordeirópolis. Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Limeira

A Prefeitura de Limeira iniciou operação para fechar definitivamente o acesso à Ponte do Esqueleto, onde jovem de 21 anos morreu durante prática de esportes radicais.

Operação emergencial fecha Ponte do Esqueleto em Limeira

A Ponte do Esqueleto, localizada na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy a aproximadamente 7 quilômetros do centro de Limeira, ganhou notoriedade trágica após o acidente que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Nesta terça-feira, 17 de junho, às 6h30, a prefeitura iniciou o fechamento definitivo do acesso à estrutura desativada há 30 anos, reabrindo uma vala para impedir a circulação no local.

A jovem de 21 anos foi arremessada da ponte durante a prática de rope jump — modalidade de salto com corda de segurança — quando executava o exercício sem o equipamento de proteção necessário. O incidente reacendeu debates sobre a segurança de áreas públicas e a responsabilidade compartilhada entre diferentes níveis de governo.

Responsabilidades compartilhadas entre esferas administrativas

A Prefeitura de Limeira atuou em apoio ao governo federal, responsável legal pela ponte. Conforme comunicado oficial da administração municipal, “o trabalho inclui o fechamento de acessos irregulares e complementa ações emergenciais já executadas anteriormente no local”.

O governo federal reconheceu formalmente sua responsabilidade pela área e solicitou à administração municipal apoio operacional para ampliar a proteção do espaço até a implementação de medidas definitivas. A prefeitura esclareceu que intervenções mais amplas não haviam sido realizadas anteriormente “em razão de limitações operacionais” por parte da União.

Após o óbito, autoridades federais e municipais de Limeira e Cordeirópolis — cidades que compartilham a divisa onde a ponte se localiza — reuniram-se para discutir possíveis medidas relacionadas à estrutura.

Histórico de reivindicações por segurança sem efeito duradouro

A questão da segurança na Ponte do Esqueleto não é recente. Logo após a morte de uma ciclista em 2024, a Superintendência do Patrimônio da União do Estado de São Paulo solicitou formalmente à Prefeitura de Limeira o bloqueio do acesso à ponte e a instalação de sinalização de perigo. À época, o acesso foi fechado, porém foi reaberto subsequentemente.

Em maio de 2024, empresários atuantes no segmento de esportes de aventura compareceram à Câmara Municipal de Limeira para solicitar apoio dos vereadores, buscando garantir que as operações comerciais continuassem funcionando no local. Essa pressão comercial dificultou a implementação de medidas restritivas permanentes.

Localização estratégica atrai praticantes de esportes radicais

A estrutura, situada em área rural cercada por mata nativa, transformou-se em ponto de convergência para ciclistas, corredores e praticantes de modalidades radicais. A combinação de localização geográfica privilegiada, proximidade relativa ao centro urbano e a característica de ser uma estrutura abandonada criou condições atrativas para atividades de risco.

A natureza informal dessa apropriação de espaço público, associada à falta de fiscalização contínua, gerou um ambiente de risco potencial para acidentes como o que resultou na morte de Maria Eduarda.

Medidas definitivas permanecem sob responsabilidade federal

As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área, continuam sob responsabilidade do governo federal. O governo discute estudos para possível demolição da ponte como solução de longo prazo.

A operação iniciada nesta terça-feira representa uma ação emergencial, enquanto soluções permanentes e mais abrangentes ainda estão em fase de avaliação. A reabertura da vala e o bloqueio de acessos visam impedir novos acessos irregulares até que essas medidas definitivas sejam implementadas, reduzindo a exposição ao risco enquanto decisões de maior alcance tramitam entre os órgãos responsáveis.

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