Vereador encaminha representação ao Ministério Público Eleitoral acusando Daniel Soranz de mobilizar profissionais da rede municipal com promessa de benefícios funcionais vinculados a eventos político-eleitorais

Vereador apresenta queixa ao MPE contra secretário municipal acusado de prometer folgas a servidores da saúde em troca de participação em eventos político-eleitorais no Rio de Janeiro.
Representação ao MPE apura acusações de politização da máquina municipal de saúde no Rio
Um vereador encaminhou ao Ministério Público Eleitoral uma denúncia formal contra o secretário municipal de Saúde, acusando-o de mobilizar servidores da rede de saúde para participar de eventos político-eleitorais com promessa de folgas e compensações funcionais como incentivo.
Segundo a representação apresentada em plenário, profissionais da área teriam recebido convites para comparecer a atividades de caráter político. A denúncia menciona um encontro realizado em 11 de junho no CCIP de Pilares, descrito como parte de um circuito sobre saúde pública, além de outro evento ocorrido em 30 de maio em Campo Grande.
Investigação solicita preservação de documentação e registros funcionais
O documento enviado às autoridades competentes pede a abertura imediata de procedimento investigatório, com preservação de todas as provas relacionadas aos episódios. Entre os materiais solicitados estão registros de escalas, plantões, folgas concedidas e compensações oferecidas aos profissionais durante o período em questão.
A representação também requer a identificação dos servidores que participaram das atividades em ambas as datas mencionadas, além da preservação de mensagens, emails, listas de presença e qualquer tipo de comunicação vinculada aos eventos.
Vereador caracteriza atos como abuso de poder político e improbidade administrativa
O parlamentar que apresentou a queixa argumenta que os fatos narrados configuram fortes indícios de utilização indevida da máquina pública em benefício eleitoral. Conforme sua análise, a mobilização de servidores municipais com promessa de vantagem funcional caracterizaria abuso de poder político e eventual prática de improbidade administrativa.
Em declaração formal, o vereador enfatizou a necessidade de apuração rápida dos fatos para evitar o desaparecimento de provas e verificar efetivamente se houve uso da estrutura administrativa para fins político-eleitorais.
Pedidos complementares incluem recomendações preventivas
Além da investigação, a representação solicita que o Ministério Público recomende à Prefeitura, à Secretaria Municipal de Saúde e às organizações sociais ligadas ao município que se abstenham de conceder folgas, compensações ou qualquer benefício funcional vinculado à participação de servidores em eventos de natureza político-eleitoral.
Caso as irregularidades apontadas sejam confirmadas durante a investigação, o vereador defende a adoção das medidas judiciais cabíveis perante a Justiça Eleitoral, incluindo possíveis ações contra os responsáveis pelas práticas alegadas.
Contexto das denúncias e cronologia dos eventos investigados
As acusações surgiram a partir de denúncias específicas relacionadas a atividades realizadas nos meses de maio e junho. A data de 11 de junho coincide com um encontro divulgado em redes sociais nas plataformas digitais do secretário, identificado como parte de um circuito temático sobre saúde estadual.
A representação marca um ponto de tensão política no governo municipal, com questionamentos sobre a separação entre atividades administrativas legítimas e ações de mobilização política. A investigação deverá esclarecer se houve de fato promessas formais ou informais de benefícios funcionais aos servidores como incentivo para comparecimento aos eventos.
O caso exemplifica preocupações recorrentes sobre o uso da máquina pública para fins político-eleitorais, tema que segue sendo objeto de fiscalização por órgãos de controle e pelo Ministério Público em diversas esferas de governo.





