Cinco seleções já tiveram camisas danificadas na primeira semana do torneio; todas usam fornecedor alemão

Problema afeta Coreia do Sul, Paraguai, Egito, Tchéquia e Marrocos. Todos os uniformes danificados são da marca Puma, que fornece equipamentos para dez seleções no torneio.
Problema de qualidade atinge uniformes da Puma na fase de grupos
A primeira semana da Copa do Mundo 2026 marca o surgimento de um padrão preocupante: camisas rasgadas durante partidas oficiais. O fenômeno afeta múltiplas seleções equipadas pela marca Puma, gerando questionamentos sobre os padrões de durabilidade dos uniformes de competição.
Sequência de incidentes começa na segunda rodada
O primeiro registro ocorreu durante o encontro entre Coreia do Sul e Tchéquia, em Guadalajara. Quando a partida ainda apresentava um placar sem gols, a camisa de um jogador dos asiáticos sofreu dano significativo. A Coreia do Sul conseguiu reverter a situação e vencer por 2 a 1, convertendo a adversidade em resultado positivo.
No dia seguinte, Gustavo Gómez, zagueiro do Paraguai, também enfrentou problema semelhante. Seu uniforme rasgou já aos oito minutos do primeiro tempo, quando os norte-americanos já venciam. A seleção paraguaia terminaria derrotada por 4 a 1.
Casos multiplicam-se em diferentes continentes
O incidente não se limitou a uma região específica do torneio. Em confronto entre Bélgica e Egito, realizado na segunda-feira 15 de junho, Mostafa Zico precisou de troca de uniforme. Os africanos haviam aberto o placar aos 19 minutos, mas Lukaku igualou posteriormente, resultando em empate por 1 a 1.
Gana também enfrentou situação semelhante. Caleb Yirenkyi marcou gol decisivo nos acréscimos contra o Panamá, mas seu uniforme foi danificado durante a comemoração do lance.
O episódio mais recente aconteceu nesta sexta-feira, 19 de junho. Durante a vitória de Marrocos por 1 a 0 sobre a Escócia, El Aynaoui teve sua camisa rasgada aos 51 minutos. A seleção escocesa protestou contra o incidente, solicitando que fosse marcado pênalti, porém a arbitragem não considerou o contato como infração regulamentária.
Conexão direta com fornecedor levanta questões estruturais
A análise dos cinco casos revela um denominador comum: todos os uniformes danificados são fornecidos pela Puma. A empresa alemã detém contrato com dez seleções participantes da Copa do Mundo 2026, incluindo Portugal, Senegal, Costa do Marfim, Suíça, Nova Zelândia e Áustria.
Esta concentração de incidentes leva a discussões sobre processos de manufatura, seleção de tecidos e testes de resistência dos equipamentos antes da distribuição às delegações. A repetição do problema em contextos diferentes—contra adversários distintos, em momentos variados das partidas—sugere falha sistemática nas especificações técnicas dos uniformes.
Impacto competitivo e repercussão da questão
Os danos aos uniformes geram consequências práticas imediatas. Além do incômodo físico aos atletas, que precisam interromper o ritmo do jogo para trocar de equipamento, há implicações psicológicas e competitivas. A visibilidade internacional da Copa do Mundo amplifica a repercussão de cada incidente, transformando um problema logístico em questão de destaque nos meios especializados.
A Puma, como fornecedora oficial, enfrenta desafio reputacional significativo. Falhas em equipamentos de competição podem prejudicar a confiança das federações e atletas em futuras parcerias comerciais. O torneio mundial representa a vitrine máxima do futebol profissional, e qualquer comprometimento da qualidade dos insumos afeta diretamente a imagem da marca.
Especialistas em gestão de contratos esportivos apontam que situações como essa estimulam cláusulas de garantia e penalidades nos termos de fornecimento. As federações envolvidas tendem a documentar cada ocorrência para eventual demanda por compensações ou ajustes nos padrões de qualidade exigidos em entregas futuras.





