Deputado estadual do PL reafirma parceria com ex-deputado após condenação do STF; candidato diz acreditar em reversão de decisão

André do Prado confirma manutenção de Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente na chapa ao Senado por São Paulo, mesmo após condenação do STF
André do Prado, deputado estadual pelo PL e pré-candidato ao Senado por São Paulo, confirmou neste sábado (20) que mantém Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente em sua chapa, reafirmando compromisso com a aliança política apesar dos obstáculos legais enfrentados pelo ex-deputado.
Confiança na reversão de decisão do Supremo
Durante lançamento oficial realizado em Guarulhos, Prado expressou otimismo quanto à possibilidade de reversão da condenação imposta ao ex-deputado. “Ele continua como meu 1º suplente, existem recursos que ainda podem ser impetrados e a gente acredita que o plenário do Supremo possa reverter isso”, declarou o candidato.
O posicionamento reflete estratégia de manutenção da base de apoio ao insistir na legitimidade jurídica de Eduardo Bolsonaro, apesar da sentença proferida pela Corte máxima na última terça-feira (16).
A cadeira que deveria ser de outro
Prado não ocultou sua percepção sobre a hierarquia original da aliança. Ao agradecer publicamente ao ex-deputado, o candidato ressaltou: “essa vaga era para ser dele, e o Eduardo não vai poder disputar o Senado”.
Tal reconhecimento evidencia dinâmica interna do PL em São Paulo, onde Bolsonaro era a escolha preferencial para disputar o cargo, circunstância que se alterou em razão da condenação judicial.
Recusa em abrir mão do cargo
Prado esclareceu que não pretende renunciar ao mandato de senador caso vitorioso nas eleições, eliminando qualquer possibilidade de que Bolsonaro o substitua por via convencional. A afirmação configura delimitação clara de responsabilidades e compromissos.
Condenação e restrições judiciais
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a dois anos e quatro meses de prisão por coação durante processo que investigou tentativa de golpe de Estado. Além da pena privativa de liberdade, a Corte determinou pagamento de cinquenta dias-multa no valor de dois salários mínimos cada, e imposição de restrição eleitoral com duração potencial de até doze anos e dois meses.
Tal panorama jurídico inviabiliza candidatura direta do ex-deputado, cenário que justifica sua permanência como suplente na chapa encabeçada por Prado.
Apoio de aliados importantes
O evento contou com presença do governador Tarcísio de Freitas e do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato presidencial pelo PL. Flávio comentou sobre as circunstâncias que levaram à escolha de Prado, afirmando que “não foi uma decisão fácil”.
O senador criticou o processo judicial enfrentado pelo irmão, referindo-se à condenação como resultado de “abusos” cometidos sob alegação de defesa democrática. “Infelizmente, por conta de uma suposta defesa da democracia, fizeram abusos e o Eduardo não pôde estar aqui com a gente hoje”, declarou.
Continuidade de agenda política
Prado comprometeu-se a defender no Senado as pautas associadas à direita e aos valores que também representam seu suplente. A afirmação busca manter coesão ideológica e política dentro da coligação, sinalizando que a restrição legal a Bolsonaro não altera a orientação programática da chapa.
A manutenção de Eduardo Bolsonaro na condição de suplente representa ao mesmo tempo reconhecimento da importância política do ex-deputado dentro da estrutura do PL paulista e adaptação às limitações impostas pela Justiça.





