Flávio Bolsonaro e Lula empatam em rejeição eleitoral

Datafolha aponta 48% de rejeição ao senador contra 46% do presidente; margem de erro mantém resultado tecnicamente equilibrado

Flávio Bolsonaro e Lula empatam em rejeição eleitoral
Senador Flávio Bolsonaro e presidente Lula aparecem tecnicamente empatados em novo levantamento. Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Levantamento Datafolha divulgado no sábado mostra 48% rejeitam Flávio Bolsonaro contra 46% que rejeitam Lula. Resultado permanece dentro da margem de erro.

Uma pesquisa de rejeição eleitoral realizada nos dias 17 e 18 de junho revela que o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantêm uma disputa equilibrada quando questionados sobre em qual candidato não votariam de jeito nenhum. O resultado aponta Flávio com 48% de rejeição ante 46% de Lula, permanecendo tecnicamente empatado dentro da margem de erro.

Panorama da rejeição entre pré-candidatos

O levantamento apresenta um cenário fragmentado de rejeição entre diversas figuras políticas. Aécio Neves ocupa a terceira posição com 23% de eleitores que o rejeitam categoricamente. Na sequência, aparecem Romeu Zema com 17% e Ronaldo Caiado com 14% de rejeição.

Outros nomes posicionados nas pesquisas eleitorais registram menores índices de rejeição. Renan Santos e Rui Costa Pimenta apresentam 12% cada, enquanto Joaquim Barbosa marca 11%. Samara Martins aparece com 10%, Augusto Cury com 9%, Edmilson Costa com 8% e Hertz Dias fecha a lista com 7% de rejeição.

Contexto político e operação federal

A coleta de dados ocorreu em período sensível do calendário político, capturando parcialmente os efeitos da operação conduzida pela Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. A execução da ação no dia 18 de junho coincidiu com o segundo dia de realização das entrevistas, permitindo análise de eventual impacto nas percepções do eleitorado.

Evolução da rejeição em comparação com período anterior

Comparando com levantamento realizado em maio deste ano, observam-se variações significativas nos índices. Flávio Bolsonaro apresentou evolução de 46% para 48%, enquanto Lula permaneceu estável em torno de 45-46%. Michelle Bolsonaro, que registrava 31% em maio, não aparece no levantamento mais recente.

Romeu Zema apresentou redução de 18% para 17%, enquanto Ronaldo Caiado subiu de 15% para 14%. Renan Santos e Rui Costa Pimenta mantiveram-se em patamares semelhantes, saindo de 16% em maio para 12% atualmente. Samara Martins desceu de 13% para 10%, e Hertz Dias recuou de 12% para 7%.

Metodologia e confiabilidade da pesquisa

O levantamento entrevistou 2.004 eleitores distribuídos em 139 cidades brasileiras. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo encontra-se registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob número BR-09956/2026.

A pesquisa também capturou informações sobre eleitores com comportamento extremo: 2% afirmaram que rejeitariam todos os candidatos listados, enquanto outros 2% indicaram que votariam em qualquer um deles. Adicionalmente, 2% dos entrevistados não souberam responder ao questionamento sobre rejeição.

Implicações para o cenário eleitoral

O resultado revela um eleitorado fragmentado em suas preferências negativas. A proximidade entre Flávio Bolsonaro e Lula no índice de rejeição sugere que ambos possuem núcleos expressivos de eleitores que os rejeitam categoricamente. Este cenário apresenta desafios distintos para cada candidatura no que se refere à mobilização de apoio e expansão de bases eleitorais.

A distância considerável entre os dois principais nomes e o terceiro colocado indica concentração significativa de rejeição nos potenciais candidatos com maior visibilidade nacional. O padrão observado reflete polarização presente na preferência negativa do eleitorado, fenômeno recorrente em disputas presidenciais contemporâneas no país.

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