Governo planeja medida provisória nesta quarta-feira e fundo de garantias com aporte de R$ 2 bilhões da União para o setor agrícola

Governo edita medida provisória nesta quarta com taxas de até 12% ao ano. Fundo de garantias com R$ 2 bilhões da União está previsto para médio prazo.
MP da dívida rural será editada com juros de até 12%
O governo federal edita nesta quarta-feira a Medida Provisória (MP) da dívida rural, definindo uma taxa máxima de juros de 12% ao ano para operações de refinanciamento. A medida representa um alívio significativo para produtores rurais endividados junto ao sistema financeiro nacional.
Estrutura e limites da taxa de juros
A MP da dívida rural estabelece um teto de 12% anuais para as operações de refinanciamento. Esse percentual reflete uma tentativa do Executivo de equilibrar a viabilidade econômica das instituições financeiras com a capacidade de pagamento dos agricultores. Os detalhes operacionais da medida provisória serão divulgados após sua edição oficial.
Fundo de garantias com aporte federal
Paralelo à edição da MP, o governo planeja instituir, no médio prazo, um fundo de garantias direcionado exclusivamente ao setor agrícola. Essa estrutura contará com uma contribuição inicial de até R$ 2 bilhões da União. O mecanismo visa reduzir o risco de crédito para as instituições financeiras e ampliar o acesso ao crédito para pequenos e médios produtores.
Contexto da política agrícola
A iniciativa ocorre em momento de pressão sobre a rentabilidade do setor rural brasileiro. Produtores enfrentam desafios relacionados a custos de produção elevados, volatilidade de preços de commodities e endividamento estrutural. O refinanciamento de dívidas com juros reduzidos busca melhorar o fluxo de caixa das propriedades agrícolas.
Próximos passos
A edição da MP nesta quarta-feira marca o início do processo legislativo de formalização. O Congresso Nacional terá prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias, para apreciar e votar a medida. A aprovação da MP e a implementação posterior do fundo de garantias dependem de consenso político em torno da iniciativa.
A articulação do governo com entidades representativas do agronegócio e com o setor financeiro será crucial para viabilizar a execução plena do programa de alívio da dívida rural.




