Curitiba estima impacto entre 10% e 12% em contratos de assistência social e saúde; outras cidades têm avaliações diferentes

Aprovação da proposta que encerra escala 6×1 exigirá recomposição de força de trabalho em acolhimento institucional e atenção à saúde em cidades paranaenses.
Fim da escala 6×1 deve impactar custos de serviços públicos no Paraná
A possível aprovação do fim da escala 6×1 provocará efeitos financeiros distintos nos serviços públicos paranaenses, com maior pressão orçamentária em Curitiba. A capital estima aumentos significativos para manter o funcionamento contínuo em áreas críticas de assistência social e saúde que operam ininterruptamente.
Recomposição da força de trabalho em Curitiba
Serviços de acolhimento institucional da Fundação de Ação Social funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. Para manter esse nível de atendimento após a mudança na jornada laboral, será necessária ampliação do quadro de profissionais ou reorganização da força de trabalho, visando cobrir o mesmo tempo de serviço atualmente prestado.
Casas de Acolhimento e República PopRua demandará especialmente mais investimento em contratações. Esses espaços requerem cobertura permanente e não podem reduzir horários de funcionamento sem comprometer o atendimento à população vulnerável.
Estimativas de impacto financeiro
As avaliações de mercado apontam para aumento médio entre 10% e 12% nos custos totais dos contratos, embora essa proporção possa variar conforme os acordos trabalhistas e as condições específicas de cada contrato em vigência. A Fundação Estatal de Atenção à Saúde também terá contratos afetados pelas novas exigências.
Cenários diferentes nas demais cidades
Em Ponta Grossa, a administração municipal não espera mudanças imediatas, mas entidades conveniadas ainda avaliam os possíveis efeitos da proposta. Maringá, por sua vez, não prevê impactos significativos sobre seus serviços públicos, indicando diferenças na estrutura operacional entre cidades paranaenses.
Essas variações refletem as distintas estratégias de organização do trabalho e os atuais modelos de contratação em cada município, determinando como cada localidade absorverá as consequências da alteração na escala de trabalho.




