Aumento incomum no volume d'água do rio Iguaçu força interdição de estruturas no Brasil e Argentina por medida de segurança

As passarelas das Cataratas do Iguaçu foram fechadas no Brasil e Argentina após vazão atingir 10 milhões de litros por segundo, seis vezes acima da média.
Cataratas do Iguaçu fecham passarelas por enchente extraordinária
As Cataratas do Iguaçu fecham passarelas em ambos os lados da fronteira Brasil-Argentina após registro de vazão seis vezes acima dos patamares normais nesta quinta-feira (23 de julho). A Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou elevação dramática no volume d’água em poucas horas.
Aumento de vazão em poucas horas
O monitoramento da Copel revela disparidade significativa entre terça e quinta-feira. Na terça-feira (21), a vazão estava em 1,98 milhão de litros por segundo, dentro dos parâmetros normais. Já na tarde de quinta, o volume atingiu 10 milhões de litros por segundo. Os técnicos responsáveis pelo parque esperavam aumento ainda maior conforme as horas avançassem.
Primeira interdição de 2026
Esta marcou a primeira vez em 2026 que a passarela necessitou fechamento preventivo. A última interdição motivada por aumento de volume d’água havia ocorrido em dezembro de 2024. A medida reflete protocolos de segurança rigorosos adotados pela administração do patrimônio natural.
Origem das chuvas intensas
A elevação extraordinária do nível d’água resultou principalmente de precipitações intensas na semana anterior na bacia do rio Iguaçu. O rio nasce da junção dos cursos Atuba e Iraí, na Região Metropolitana de Curitiba, atravessa todo o estado paranaense e forma as quedas antes de desaguar no rio Paraná, na divisa com a Argentina.
Possível retirada de gradis
Caso a vazão suba de forma muito intensa, as equipes técnicas podem precisar retirar os gradis de proteção da estrutura para evitar danos causados pela força bruta d’água contra a construção. Tal procedimento representa ação extraordinária, realizada apenas em situações críticas de segurança estrutural.
A assessoria do parque permanece em monitoramento contínuo das condições hidrológicas para determinar quando será possível reabrir as passarelas aos visitantes, mantendo máxima segurança para a população.





