Estreito de Ormuz, falta de fertilizantes e El Niño forte ameaçam safras globais

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura projeta elevação de custos. Fatores como tensão no Estreito de Ormuz e El Niño forte impactam colheitas mundiais.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) projeta alta de preços dos alimentos até o final de 2026, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (5).
Três fatores principais ameaçam as safras globais e impulsionam os custos. O primeiro deles é a tensão geopolítica no Estreito de Ormuz, rota crítica para o comércio internacional de petróleo e alimentos.
A escassez de fertilizantes constitui o segundo desafio para a produção agrícola mundial. A falta desses insumos reduz a produtividade das colheitas em diversos continentes.
O fenômeno climático El Niño em sua versão mais intensa representa o terceiro obstáculo. Alterações climáticas intensificadas afetam padrões de chuva e temperatura, impactando o desenvolvimento das plantações.
A combinação desses três elementos cria uma situação crítica para a segurança alimentar global. Produtores enfrentam pressão simultânea de fatores econômicos, políticos e ambientais que reduzem a oferta de alimentos nos mercados internacionais.
O aumento de preços afeta desde grãos básicos até produtos proteicos, impactando diretamente o custo de vida das populações dependentes de importações alimentares. Países menos desenvolvidos são particularmente vulneráveis a essa elevação de custos.
A FAO monitora continuamente a situação das safras e manterá suas projeções atualizadas conforme novos dados climáticos e geopolíticos surjam nos próximos meses.





