Nanopartículas derivadas de camarão e caranguejo aumentam resistência de mudas da árvore símbolo do Paraná

Pesquisadores do NAPI-EC descobriram que nanopartículas derivadas de resíduos de crustáceos aumentam a resistência de mudas de araucária à seca em avanço inédito para conservação ambiental no país.
Pesquisadores do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Emergência Climática (NAPI-EC) descobriram que nanopartículas podem aumentar a resistência de mudas de araucária à seca. Segundo a pesquisa, a descoberta representa um avanço inédito para a conservação ambiental no país.
Os resíduos de camarão e caranguejo são utilizados na produção das nanopartículas testadas nos estudos. A araucária, árvore símbolo do Paraná, enfrenta desafios crescentes relacionados às variações climáticas e períodos de estiagem prolongada.
A utilização de subprodutos da indústria pesqueira na formulação das nanopartículas oferece uma alternativa sustentável. O material é incorporado nas mudas durante o processo de desenvolvimento, potencializando sua capacidade de resistência hídrica.
De acordo com os pesquisadores do NAPI-EC, os resultados dos testes preliminares demonstram efetividade na proteção das plantas contra períodos de seca. A metodologia busca contribuir para programas de reflorestamento e conservação da espécie nativa no estado.
A araucária, que sofreu redução drástica de sua população ao longo dos séculos, é alvo de iniciativas de recuperação em diversos biomas brasileiros. A pesquisa abre perspectivas para ampliar as taxas de sobrevivência de mudas em ambientes com restrição de água.
Os próximos passos da pesquisa incluem testes em campo para validar os resultados obtidos em laboratório e avaliar a viabilidade econômica da aplicação em larga escala.





