Inadimplência bate recordes enquanto taxa Selic permanece em 14%

Especialistas apontam riscos de desaceleração severa da atividade econômica para 2027, com Selic a 14% e inadimplência em patamares recordes
Economistas alertam para uma desaceleração severa da atividade econômica brasileira em 2027, com a taxa Selic em patamar de 14% e a inadimplência batendo recordes.
Segundo análises do mercado, a combinação de juros elevados com crescimento da inadimplência entre famílias e empresas aponta para um cenário desafiador. Embora as projeções ainda não reflitam formalmente um cenário de recessão, os dados preocupam economistas.
A taxa Selic, que funciona como referência para toda a estrutura de juros da economia, permanece nos patamares mais altos em anos. Essa elevação impacta diretamente o custo do crédito para pessoas e negócios, reduzindo o poder de compra e a capacidade de investimento.
O crescimento da inadimplência indica que parcela crescente da população está com dificuldades para honrar compromissos financeiros. Dados de crédito pessoa física e pessoa jurídica mostram aumento de operações com atraso, sinalizando pressão sobre o consumo das famílias e a operação das empresas.
Os economistas mantêm atenção ao cenário macroeconômico para os próximos meses. As projeções para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027 seguem em revisão conforme novos dados são divulgados.
O Banco Central segue monitorando a trajetória da inflação e as condições de crédito. Decisões sobre a taxa Selic devem considerar o equilíbrio entre o combate à inflação e o impacto sobre a economia real.
Especialistas indicam que a população de baixa renda é a mais afetada pelo cenário de juros altos e inadimplência crescente, já que tem menos capacidade de renegociação de dívidas e acesso a crédito alternativo.




