ISER aponta que 63% das mulheres evangélicas veem compatibilidade entre fé e feminismo

Maioria não se identifica como feminista, mas reconhece possibilidade de conciliar cristianismo com direitos das mulheres

ISER aponta que 63% das mulheres evangélicas veem compatibilidade entre fé e feminismo
Estudo do ISER apresenta novas percepções de mulheres evangélicas sobre feminismo e direitos das mulheres

Pesquisa do Instituto de Estudos da Religião revela mudança na percepção de mulheres evangélicas sobre feminismo, direitos e participação política

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER) revelou que 63% das mulheres evangélicas entrevistadas acreditam que é possível ser cristã e feminista.

O estudo aponta mudanças significativas na percepção de mulheres evangélicas sobre feminismo, direitos das mulheres e participação política. Conforme os dados, embora a maioria reconheça a compatibilidade entre fé cristã e feminismo, a maior parte das entrevistadas ainda não se identifica pessoalmente como feminista.

A pesquisa do ISER documenta uma transformação gradual nas posições de mulheres evangélicas em relação a temas historicamente sensíveis no meio religioso, como igualdade de gênero e autonomia feminina. A diferença entre acreditar na possibilidade de conciliar cristianismo com feminismo e se autoidentificar como feminista sugere resistência terminológica ou conceitual entre as respondentes.

Os resultados indicam que as mulheres evangélicas estão cada vez mais engajadas em reflexões sobre direitos femininos e sua participação política, ainda que mantenham reservas quanto à autodesignação como feministas.

O Instituto de Estudos da Religião continua acompanhando essas transformações no pensamento religioso brasileiro, com foco em como as comunidades evangélicas reinterpretam valores tradicionais em diálogo com demandas contemporâneas por igualdade e representatividade.

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