Ministro retoma proposta para proibir cessões de policiais à Corte

Decano do STF reitera críticas à presença de policiais como assessores nos gabinetes da Corte e volta a propor proibição de cessões
O ministro Gilmar Mendes criticou nesta terça-feira (15) a presença de delegados de polícia como assessores nos gabinetes do Supremo Tribunal Federal. O decano da Corte afirmou que a prática confunde as funções institucionais.
Segundo Gilmar Mendes, a atuação de policiais como servidores nos gabinetes prejudica a clareza de responsabilidades dentro do STF. O ministro reiterou que a presença de delegados nesses espaços mistura atribuições que deveriam ser bem definidas.
O decano do STF retomou sua proposta de proibir as cessões de servidores ligados à segurança pública para trabalhar na Corte. De acordo com Gilmar Mendes, a medida seria necessária para garantir que as funções de cada órgão permaneçam bem delimitadas.
A crítica do ministro foca na importância de manter a independência do Judiciário e evitar que estruturas policiais se misturem com as atividades administrativas e judiciais do tribunal. Gilmar Mendes sustenta que essa separação é fundamental para o funcionamento adequado da instituição.
A proposta apresentada pelo decano busca estabelecer regras mais rígidas sobre quem pode atuar como assessor nos gabinetes ministeriais do STF. Segundo o ministro, tal medida contribuiria para maior transparência e adequação das práticas internas da Corte.





