OMS aponta que 45% dos casos de demência estão ligados a fatores modificáveis, como sedentarismo e isolamento social

Estratégias como estimulação cognitiva ajudam a manter funções do cérebro e autonomia em pessoas com Alzheimer. OMS estima que 45% dos casos estejam associados a fatores modificáveis.
A estimulação cognitiva pode retardar a perda de funções no Alzheimer, segundo especialistas. No Brasil, cerca de 2,7 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem com demência, número que pode chegar a 5,6 milhões até 2050.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 45% dos casos de demência estejam associados a fatores modificáveis, como sedentarismo, tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, consumo de álcool e isolamento social.
Embora fatores como idade e genética não possam ser alterados, é possível agir sobre determinadas condições para reduzir o risco de declínio cognitivo. A neuropsicóloga Martha Valeria Medina, da startup espanhola de neurorreabilitação NeuronUP, afirma que “uma pessoa pode levar um estilo de vida saudável e ainda assim desenvolver Alzheimer. Mas isso não significa que nossos hábitos sejam irrelevantes. Podemos agir sobre determinados fatores para reduzir a probabilidade de declínio cognitivo”.
Segundo a especialista, o cuidado com a saúde cerebral deve começar antes do surgimento de sintomas e seguir ao longo da vida. Manter atividade física, estímulo mental e vínculos sociais faz parte desse processo.
O Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas. Por ser uma condição que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço da doença.





