Deputado do PL enviou representação ao presidente Edson Fachin após divulgação de foto que contradiz explicações do procurador-geral

Nikolas Ferreira encaminhou ao STF pedido para análise de possível conflito de interesses após foto contradizer explicações de Gonet
O deputado e candidato Nikolas Ferreira (PL) encaminhou neste sábado (19) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, uma representação solicitando a análise do afastamento cautelar de Paulo Gonet, procurador-geral da República.
Na representação, Ferreira sustenta que a fotografia, as mensagens extraídas do celular de Vorcaro e as referências ao PGR e a familiares no material da investigação justificam a análise de um possível conflito de interesses. O deputado pede que Fachin encaminhe o caso ao órgão competente do STF e que a discussão seja levada ao plenário.
Um dos principais argumentos apresentados é a comparação entre a imagem e as explicações dadas por Gonet ao próprio Supremo. Na sessão do dia 15, o procurador-geral afirmou que não mantinha relação de proximidade com Daniel Vorcaro, citou um único encontro em abril de 2024 e disse que uma ligação intermediada por advogado havia sido “brevíssima e banal”.
A fotografia, extraída pela Polícia Federal do celular de Vorcaro, mostra os dois em Londres durante um evento em 2024. A Procuradoria-Geral da República confirmou a autenticidade da imagem e afirmou que se trata do mesmo encontro já mencionado por Gonet, realizado com a presença de outras autoridades.
A pressão sobre o procurador-geral intensificou-se com a divulgação da foto. O candidato Romeu Zema (Novo) defendeu neste sábado a renúncia de Gonet e relacionou a crise ao governo Lula, responsável pela indicação do procurador-geral. Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à imagem publicando a foto nas redes sociais e afirmando que os envolvidos estariam “rindo da cara do povo sofrido”. A campanha de Bolsonaro já utilizava as revelações do caso Master para cobrar explicações de Gonet e de outras autoridades mencionadas nas mensagens de Vorcaro.
A Procuradoria-Geral da República foi contatada para se posicionar a respeito da foto divulgada.





