Flávio Bolsonaro critica aumento do Bolsa Família como migalha aos pobres

Candidato do PL à Presidência afirmou que presidente Lula vê pobres como "otários" durante comício em Santa Catarina

Flávio Bolsonaro critica aumento do Bolsa Família como migalha aos pobres
Flávio Bolsonaro (PL) durante campanha em Santa Catarina. Foto: Gabriel Silva/Raspress/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro afirmou que pobre é esperto e quer trabalho, não migalha. Criticou reajuste de Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê os pobres como “otários” ao comentar a decisão do governo de aumentar o Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. As declarações ocorreram durante comício em Joinville (SC), neste sábado (19).

“Ele está achando que o pobre é aquele otário. Não é. O povo pobre é esperto. O povo pobre quer trabalhar, o pobre quer oportunidade, não quer migalha”, declarou Flávio Bolsonaro.

O candidato também criticou o preço dos alimentos nos supermercados e afirmou que o poder de compra era maior durante a gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro”, disse, apesar de o governo sustentar que recuperou o poder de compra.

“Ele finge que está ajudando os pobres, mas ele gasta muito, aumenta a inflação, está tudo caro para caramba, e os R$ 600 não compram mais nada hoje”, acrescentou Flávio Bolsonaro.

Lula anunciou o reajuste de 15% no Bolsa Família na quinta-feira (17), às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro de 2026. O ex-presidente Jair Bolsonaro também realizou reajuste em programa de transferência de renda antes de eleição anterior, anunciando aumento do Auxílio Brasil em julho de 2022, de R$ 400 para R$ 600.

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