TSE aceita ação de Bolsonaro contra chapa de Lula por desfile no Carnaval

Flávio Bolsonaro questiona repasses de R$ 9,65 milhões a escola de samba que homenageou presidente em fevereiro

TSE aceita ação de Bolsonaro contra chapa de Lula por desfile no Carnaval
Presidente Lula durante desfile da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert — Presidente Lula durante desfile da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro  • Foto: Ricardo Stuckert

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral aceita denúncia do candidato Flávio Bolsonaro contra a chapa do presidente

O ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, aceitou a ação contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para avaliar supostas irregularidades durante o Carnaval de 2026. A denúncia foi protocolada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta sexta-feira (18) pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Flávio Bolsonaro questiona possíveis crimes eleitorais durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que abriu o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em fevereiro com enredo sobre a trajetória de Lula. A denúncia aponta abuso de poder político e econômico devido aos repasses de verba feitos pela prefeitura do Rio, pela prefeitura de Niterói, pelo estado do Rio e pela Embratur à escola após a confirmação do tema do desfile em junho de 2025. O valor total mencionado na ação é de R$ 9.650.000,00.

O PT justificou que o apoio financeiro com recursos públicos foi concedido igualmente a todas as escolas de samba para a realização do Carnaval. Também constam na denúncia possíveis irregularidades de comunicação pela transmissão do desfile em TV aberta por aproximadamente 79 minutos e na internet, além da divulgação posterior dos materiais em plataformas digitais.

Flávio Bolsonaro e seu candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL-AL), solicitam na ação que, caso sejam reconhecidos o abuso de poder e o uso indevido dos meios de comunicação, haja cassação dos registros ou diplomas de Lula e Alckmin, com declaração de inelegibilidade por 8 anos a partir das eleições de 2026. A ação também requer que sejam ouvidos a primeira-dama, Janja da Silva; o presidente da Embratur, Marcelo Freixo; e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves Barreto.

Com o aceite da denúncia, a ação agora seguirá para tramitação no TSE. Segundo a decisão do corregedor-geral, Lula e Alckmin terão cinco dias, após a notificação, para apresentarem suas defesas.

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