Paraná é terceiro estado com mais doadores de medula óssea no país

Estado tem 597.621 pessoas cadastradas no Redome, representando 10% do total brasileiro e metade dos doadores da região Sul

Paraná é terceiro estado com mais doadores de medula óssea no país
Como doar medula óssea no Paraná. Foto: SESA

Paraná comemorou terceiro lugar no ranking nacional de doadores de medula óssea. Estado tem 597.621 cadastrados no Redome.

O Paraná comemorou o terceiro lugar no ranking dos estados com mais doadores de medula óssea no Brasil. Segundo dados do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), o estado possui 597.621 pessoas cadastradas, o que representa 10% do total brasileiro de 5,9 milhões e 50% dos doadores da região Sul, que totaliza 1,2 milhão.

Em 2026, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) registrou 3.158 novos doadores até o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado no sábado (19/9). O transplante de medula óssea pode curar doenças do sangue, como aquelas autoimunes e genéticas raras, além de anemias e leucemias, inclusive as de pacientes infantis, conforme informações do Hemepar.

Para se cadastrar como doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, não apresentar doenças impeditivas como HIV, hepatites B e C ou doenças autoimunes, e comparecer pessoalmente a uma unidade do Hemepar com documento oficial com foto. Para o teste de compatibilidade genética, são colhidos apenas 5 ml de sangue.

As informações são registradas no banco nacional de dados do Redome, que estende a busca por compatibilidade a todos os estados brasileiros com base em informações médicas dos pacientes na fila de espera. Pessoas cadastradas podem ser chamadas para doação até completarem 60 anos. Por isso, é importante manter os dados cadastrais atualizados, o que pode ser feito pelo aplicativo ou site do Redome, onde também é possível acessar a carteirinha e o registro de doador.

Diferente de outros transplantes, neste caso, doador e paciente podem se conhecer. Desde que todos concordem, após seis meses do transplante, o doador pode ser informado sobre a saúde do receptor. O encontro pessoal é autorizado pelo Redome após um ano e meio.

No Paraná, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), foram realizados 294 transplantes de medula óssea em 2025. Em 2026, de janeiro a agosto, foram 267 transplantes. “Em muitos casos, a doação de medula pode ser a única chance de sobreviver. É uma rede de solidariedade mesmo. Justamente por isso, cada novo cadastro e potencial doador pode realmente fazer a diferença para outra pessoa, e de qualquer lugar do Brasil, e até mesmo de fora”, diz Juliana Ribeiro Giugni, coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes.

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