Artigo aponta candidatura de condenado usando interposta pessoa como estratégia para contornar inelegibilidade automática

Colunista aponta tentativa de golpe de Estado vinculada às eleições e pede ao chefe do Estado que acione instrumentos legais para evitar ruptura democrática.
Um colunista aponta tentativa de golpe de Estado vinculada às eleições presidenciais de 2026 nesta segunda-feira (21), afirmando ser prioridade que supera problemas graves como violações processuais.
Segundo o texto, Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão com direitos políticos automaticamente suspensos, utiliza interposta pessoa para inscrição como candidato à Presidência da República. A pessoa interposta seria seu filho Flávio, que teria declarado ser responsável pelo governo.
“É ele quem governará e que será solto sem processo legal — disse que subirá a rampa no dia 5 de janeiro”, afirma o colunista sobre as promessas da pessoa interposta.
O texto lista ilegalidades alegadas no processo, entre elas compromisso com governo estrangeiro envolvendo soberania e patrimônio nacional, manutenção de agentes em país estrangeiro, promessas de revogar cláusulas pétreas constitucionais como idade penal e penas degradantes, e financiamento ilegal de campanha através de laranjas.
Conforme o colunista, houve acumulação de agentes no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral para manipular regras eleitorais e acobertar crimes. O texto também menciona acúmulo de cumplicidade com organizações criminosas PCC e CV, além de liderança de organização que governou o Brasil entre 2018 e 2022.
O colunista sustenta que a pessoa interposta cooptou cúmplices em vários partidos e manipula redes sociais com métodos ilegais. Conclui que é obrigação do Chefe do Estado Luís Inácio Lula da Silva acionar instrumentos legais disponíveis para evitar o golpe de Estado, mantendo distinção entre a função de chefe do Estado e a de candidato.



