Plano de transformação digital entre 2027 e 2031 inclui data warehouse central e identidade única de cliente em cinco negócios

Grupo Mabu anuncia plano de transformação digital para 2027-2031 com integração de sistemas, automação e inteligência artificial
O Grupo Mabu lançará um plano de transformação tecnológica entre 2027 e 2031 que integra sistemas, automação e inteligência artificial em suas operações hoteleiras. O projeto inclui o Mabu Thermas Grand Resort, Mabu Curitiba Business, Blue Park e My Mabu.
O objetivo principal é reconhecer o mesmo cliente em diferentes momentos da viagem, antecipar suas preferências e reduzir etapas burocráticas, de acordo com Alexandre Ceccon Vomero, diretor de Tecnologia do Grupo Mabu.
“Estamos construindo uma camada de identidade e dados agnóstica de sistema, uma espécie de tradutor universal. Ela permitirá que as informações do hóspede circulem entre hotel, parque aquático e propriedade compartilhada sem retrabalho e sem fricção”, explicou Vomero.
A expectativa é que uma pessoa hospedada no resort e que frequente o parque aquático, além de demonstrar interesse em adquirir uma propriedade compartilhada, seja identificada como o mesmo cliente durante toda a jornada. Atualmente, esses contatos estão distribuídos entre plataformas e operações diferentes.
Parte dessa infraestrutura já está sendo testada no Blue Park. Segundo Vomero, a tecnologia de identificação adotada no parque foi desenhada para funcionar independentemente de um fornecedor específico, o que permite atualizar ferramentas e incorporar novas soluções sem tornar toda a operação dependente de uma única empresa.
A base do projeto é um data warehouse central, estrutura destinada a reunir informações sobre hóspedes, operação e receita. O plano contempla também identidade digital única, monitoramento contínuo, governança alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), automação de processos e uso progressivo de inteligência artificial.
Para Vomero, a principal dificuldade para implementação do plano é cultural. “Tecnologia se compra, implementa e integra. O verdadeiro desafio é humano: mudar o mindset de uma empresa inteira para operar sob a lógica de ‘Client and AI First’. Isso significa deixar decisões guiadas apenas pelo costume ou pela percepção individual e avançar para escolhas apoiadas por dados e evidências”, afirmou.
A mudança inclui preparar lideranças e equipes para incorporar inteligência artificial às atividades diárias, mantendo a experiência do cliente como ponto de partida das decisões. O diretor ressaltou que o Grupo Mabu ainda está no início do processo de implementação.



