Gonet confia que conselho arquivará procedimento sobre menções em celular

PGR nega irregularidade em relação com ex-banqueiro Daniel Vorcaro e defende encontro em Londres em abril de 2024

Gonet confia que conselho arquivará procedimento sobre menções em celular
Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Foto: Antonio Augusto/STF — Foto: Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.  • Antonio Augusto/STF

Paulo Gonet afirma que análise afastará suspeitas sobre sua atuação e não vê elementos que sustentem declaração de suspeição

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, confia que o Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal) arquivará o procedimento que analisa as referências a seu nome nas mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segundo interlocutores ouvidos. Gonet acredita que a análise afastará as suspeitas sobre sua atuação nos casos relacionados ao Banco Master e não vê elementos que sustentem uma declaração de suspeição.

Gonet também não considera que tenha fornecido informações dúbias sobre sua relação com Vorcaro. Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal que analisaria o relatório da Polícia Federal sobre as menções de Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, Gonet negou ter amizade com o ex-banqueiro. O procurador afirmou que os dois tiveram um único contato presencial, durante um evento em Londres, em abril de 2024, que classificou como “brevíssimo e banal”.

Depois da manifestação, foi divulgada uma fotografia extraída do celular de Vorcaro na qual Gonet aparece ao lado do ex-banqueiro e de outros participantes do evento em Londres. Na imagem, o procurador está segurando um charuto diante de uma mesa com copos.

A assessoria da PGR (Procuradoria-Geral da República) confirmou a autenticidade da imagem, mas ressaltou que o evento reuniu diversas autoridades. Para Gonet, a fotografia não contradiz a versão apresentada no Supremo, uma vez que ele sempre reconheceu ter estado no mesmo evento que Vorcaro.

O Conselho Superior do MPF deve analisar o procedimento na sexta-feira (25). Como Gonet preside o colegiado e é diretamente interessado no caso, a condução caberá ao vice-presidente, o subprocurador-geral Nicolao Dino. O relator, Francisco de Assis Sanseverino, apresentará seu voto, e a decisão será tomada por maioria. Uma investigação somente deverá ser aberta se o relator identificar indícios de irregularidade na conduta do PGR.

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