Campanha de Flávio Bolsonaro minimiza chance de debate com Lula na TV Globo

Integrantes do PL afirmam que participação do presidente é "praticamente completamente descartada" para 1º de outubro

Campanha de Flávio Bolsonaro minimiza chance de debate com Lula na TV Globo
Lula e Flávio Bolsonaro em disputa presidencial de 2026. Foto: CNN Brasil

Campanha de Flávio Bolsonaro (PL) avalia como remota a participação de Lula (PT) no debate da TV Globo marcado para 1º de outubro

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) mantém a postura de que a participação do presidente Lula (PT) no debate da TV Globo marcado para 1º de outubro é “praticamente completamente descartada”, segundo apuração desta segunda-feira (21).

Integrantes da campanha do senador afirmaram à CNN que Lula não compareceria ao debate por conta do risco de cometer escorregões prejudiciais à sua campanha na reta final. Segundo eles, Lula vem dando sinais de cansaço, mencionando a troca do nome de Janja pelo de Marisa e a declaração de que o agronegócio deveria “se ajoelhar” para ele.

Flávio Bolsonaro condicionou sua participação no debate à presença de Lula desde o início da campanha presidencial. Caso o presidente confirme a ida, a tendência é que o senador também participe, mas a avaliação da campanha do PL é que essa possibilidade é remota.

Em razão dessa avaliação, a agenda de viagens de Flávio para a semana que vem segue sendo planejada normalmente, como se a participação no debate não fosse ocorrer. Dois dias, pelo menos, seriam travados da agenda para treinar perguntas, respostas, cronometrando o tempo e bolando estratégias, caso a participação se confirmasse.

A campanha petista, porém, reavaliou sua estratégia diante de uma mudança de cenário. O aumento da rejeição ao governo Lula e a aproximação nas intenções de voto entre os candidatos motivaram o PT a intensificar a exposição do presidente, com mais viagens e críticas diretas a Flávio Bolsonaro em comícios e redes sociais.

Anteriormente, a avaliação petista era de que participar do debate poderia ser prejudicial a Lula, já que outros candidatos, como Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), representam o espectro de direita e centro e são críticos do petista. A campanha petista reservou os dias 30 de setembro e 1º de outubro na agenda de Lula para uma eventual participação no debate.

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