Brasil instala câmeras chinesas com reconhecimento facial em estados e municípios

Seis estados e dez cidades já adotam tecnologia de vigilância de empresas como Dahua, Hikvision e Huawei, enquanto países desenvolvidos proíbem equipamentos por risco de segurança

Brasil instala câmeras chinesas com reconhecimento facial em estados e municípios
Câmera de vigilância com reconhecimento facial instalada em prédio público brasileiro

Estados como Bahia, Goiás e Rio de Janeiro adotam tecnologia de vigilância chinesa. Países desenvolvidos proíbem equipamentos por suspeitas de envio de dados ao regime

Seis estados brasileiros — Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo — já instalaram câmeras de vigilância com reconhecimento facial de empresas chinesas. Dez municípios também adotaram a tecnologia: Campinas, Pelotas, Novo Hamburgo, Sapiranga, Esteio, Manhumirim, Salvador, Feira de Santana, Limeira e Lajeado.

Os equipamentos são fornecidos por Dahua, Hikvision e Huawei. Em Belo Horizonte, o projeto de monitoramento tem nome oficial: “Muralha BH”. A Huawei doou mil câmeras à prefeitura de Manaus.

Países desenvolvidos proíbem câmeras chinesas desse tipo por risco à segurança nacional. Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália, Taiwan, Índia e Lituânia citam suspeitas de que os equipamentos possam enviar informações ao regime totalitário chinês.

A China é atualmente o principal parceiro comercial do Brasil e possui participações em empresas brasileiras de setores estratégicos. No setor de energia, empresas chinesas compraram sete companhias de transmissão — Ribeirão Preto Transmissora, Poços de Caldas Transmissora, Serra Paracatu, Itumbiara e Serra da Mesa, entre outras — além da CPFL, Cesp e 11 parques eólicos.

No setor de petróleo, estatais chinesas CNPC, CNOOC e Sinopec possuem participação em 12 blocos do pré-sal como sócias da Petrobras. Na infraestrutura, empresas chinesas compraram o terminal de contêineres do Porto de Paranaguá e detêm participação minoritária no Aeroporto do Galeão.

No agronegócio e mineração, foi adquirida a Fiagril, o Projeto Salinas (ex-Votorantim) e 53,4% da Belagrícola. Na área de mídia, Grupo Bandeirantes, Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI) possuem acordos com entidades de comunicação chinesas.

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