Movimento ganhou força após premiação concedida a clérigo que elogiou Osama bin Laden no aniversário do 11 de setembro

Petição online ultrapassou 3,7 mil assinaturas exigindo a renúncia de Sarah Mullally após polêmica com premiação
Uma petição online que exige a renúncia da arcebispa de Canterbury Sarah Mullally ultrapassou a marca de 3.700 assinaturas. O movimento ganhou força após a premiação concedida a um clérigo criticado por referências passadas a Osama bin Laden.
A Igreja da Inglaterra concedeu o Prêmio Hubert Walter de Reconciliação e Cooperação Inter-religiosa ao clérigo Hafiz Muhammad Tahir Mehmood Ashrafi no dia 11 de setembro de 2026, data que marcou o 25º aniversário dos ataques terroristas. A escolha gerou indignação devido ao histórico do premiado, que em 2007 teria se referido a Osama bin Laden com um título de honra islâmico.
Críticos interpretaram a declaração passada como um endosso ao mentor dos ataques de 11 de setembro. O representante de Ashrafi contestou a interpretação das declarações, mas a instituição retirou o prêmio cerca de uma semana após a entrega.
A criadora da petição, Emma Ash, sustenta que o episódio expõe lacunas profundas nos processos de avaliação e responsabilidade institucional. Segundo a organizadora, a controvérsia sobre a premiação se soma a preocupações preexistentes em relação à gestão de Mullally, especialmente no que diz respeito ao tratamento de denúncias de abuso durante seu período como bispa de Londres.
O documento cita casos específicos ocorridos sob sua liderança anterior, incluindo o contexto da morte do padre Alan Griffin, em 2020. Griffin foi alvo de investigações internas mesmo sem acusações formais, um processo descrito por apoiadores como resultado de alegações falsas de natureza sexual.
Michelle Burns, ex-membro da equipe de salvaguarda da Diocese de Londres, relatou os danos causados por falhas estruturais na gestão de denúncias. “Mais pessoas morrerão. Mais pessoas ficarão doentes. E eles já estão com sangue em suas mãos”, pontuou ao manifestar insatisfação com a condução dos casos pela alta hierarquia da igreja.
A petição reforça que a autoridade moral exigida pelo cargo foi seriamente comprometida. Os signatários esperam que o comando da instituição enfrente maior escrutínio sobre como as denúncias de sobreviventes e erros institucionais são tratados pela liderança atual.





