TSE manda tirar do ar vídeo de Lula gravado no Palácio da Alvorada

Ministro Nunes Marques entendeu que conteúdo desrespeitou norma que exige ambiente neutro em gravações eleitorais de presidentes

TSE manda tirar do ar vídeo de Lula gravado no Palácio da Alvorada
Lula em comício em Ceilândia. Foto: KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografo

Tribunal Superior Eleitoral determinou remoção de pronunciamento do presidente sobre o Caso Master. Vídeo tinha bandeira e estandarte presidencial ao fundo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de um vídeo eleitoral gravado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada. A decisão foi assinada nesta terça-feira (22/9) pelo ministro Nunes Marques, relator do caso.

O conteúdo foi publicado em 3 de setembro no YouTube, Instagram, Facebook e X. A ação foi movida pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que apontou suposta prática de conduta vedada a agente público.

No pronunciamento, Lula cobra transparência nas investigações do Banco Master, pede que não haja blindagem de suspeitos, “doa a quem doer”, e defende reformas no sistema político e judiciário.

Segundo o ministro Nunes Marques, o vídeo desrespeitou a Resolução nº 23.735/2024 do TSE. A norma permite que presidentes, governadores e prefeitos utilizem um cômodo de suas residências para a produção de conteúdo eleitoral, desde que sejam respeitadas determinadas condições, entre elas a manutenção de um ambiente neutro, sem símbolos associados ao cargo público.

As imagens mostram Lula com a bandeira nacional e o estandarte presidencial ao fundo, além de outros elementos associados à Presidência da República. “O cenário, em exame preliminar, não se apresenta neutro, como exige o art. 19, I, da Resolução n. 23.735/2024/TSE”, escreveu o ministro.

A Resolução nº 23.735/2024 do TSE estabelece regras para gravações de agentes públicos em período eleitoral. O descumprimento das exigências de ambiente neutro constitui conduta vedada pela legislação eleitoral.

A chapa do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB) tem 24 horas para remover o registro das redes sociais e prazo de cinco dias para apresentar defesa. O ministro determinou, em caráter de urgência, que o Google Brasil (YouTube), Facebook Serviços Online do Brasil (Instagram e Facebook) e X Brasil Internet (X) removam imediatamente os links indicados no processo.

Nunes Marques expediu ofícios à Presidência da República, à Secretaria de Comunicação Social (Secom) e ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que terão cinco dias para apresentar documentos sobre a gravação, incluindo registros de acesso ao Palácio da Alvorada e identificação dos integrantes da equipe técnica.

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