Resultado é o maior para meses de agosto desde 1995, impulsionado por tributos do setor de petróleo e gás natural

Arrecadação do governo federal cresceu 8,25% em agosto de 2026 sobre igual período do ano anterior, totalizando R$ 235,566 bilhões
A Receita Federal informou nesta terça-feira que a arrecadação do governo federal registrou alta real de 8,25% em agosto sobre igual mês de 2025, totalizando R$ 235,566 bilhões. O resultado é o mais alto para meses de agosto da série histórica do fisco, iniciada em 1995.
As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 227,865 bilhões no mês, uma alta real de 8,24% ante agosto de 2025, segundo a autarquia. As receitas administradas por outros órgãos públicos somaram R$ 7,701 bilhões, um aumento real de 8,75%.
De acordo com o fisco, o resultado de agosto foi impactado positivamente por um ganho considerado não recorrente: um incremento de R$ 1,944 bilhão em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Sem esse ganho atípico, o desempenho das receitas administradas pelo fisco em agosto seria de alta real de 7,31%, conforme o governo.
No recorte por setores, a exploração de petróleo e gás natural respondeu por forte ganho na arrecadação, registrando uma receita de R$ 14,429 bilhões em tributos administrados pelo fisco, contra R$ 871 milhões em agosto de 2025. A Receita Federal esclareceu que a expressiva alta no setor de petróleo é impactada por uma mudança na classificação tributária de empresas.
O desempenho positivo foi acompanhado por comércio atacadista (+11,9%), atividades auxiliares do setor financeiro (+29,9%) e fabricação de produtos do fumo (+112,7%). Entre os destaques estão uma alta real de 13,1% na arrecadação de Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), enquanto as receitas previdenciárias cresceram 4,3% e o ganho com Imposto de Importação subiu 22,7%.
Houve ainda incrementos de 23,3% em Imposto de Renda cobrado sobre rendimentos de capital, por conta de rendimentos de títulos de renda fixa e pela tributação de dividendos instituída neste ano. Segundo a Receita Federal, o resultado de agosto é fruto do comportamento de indicadores econômicos que afetam a arrecadação, o desempenho de empresas e o aumento da massa salarial no país.





