Chefa da Casa Civil reúne governo em Brasília para alinhar discurso e redirecionar tarefas na reta final das eleições.

Chefa da Casa Civil convocou ministros para discutir estratégia eleitoral na reta final da campanha, com foco em recuperar apoio na classe média.
A chefa da Casa Civil, Miriam Belchior, convocou ministros do governo para um jantar nesta terça-feira (22), em Brasília, para discutir a reta final da campanha eleitoral. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, a intenção do encontro é alinhar o discurso de integrantes do governo e compartilhar a leitura da coordenação da campanha sobre o atual cenário na disputa. Na reunião, ministros também devem redirecionar tarefas e identificar quais deles podem contribuir mais diretamente com a campanha, em quais estados e segmentos do eleitorado.
Outros encontros já ocorreram entre ministros para discutir eleição, com a cobrança para que estejam mais empenhados na defesa de ações do governo. Segundo as fontes, Belchior teria destacado ministros do Planalto para viajar ao menos 3 vezes ao mês para visita e inauguração de obras.
O presidente Lula não participará do jantar porque está nos Estados Unidos para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas.
O encontro ocorre após a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (21) mostrar Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual disputa de segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados: Flávio tem 42%, e Lula, 41%.
Apesar da oscilação positiva no primeiro turno, o diagnóstico da campanha é de que Lula precisa recuperar terreno, principalmente entre os eleitores de classe média e no Sudeste, setores que apresentam avanço de Flávio. Lula continua à frente no Nordeste, mas Flávio reduziu numericamente essa vantagem e, em uma semana, passou de 28% para 31% na região, enquanto o presidente oscilou de 60% para 57%.
A pesquisa também acendeu um alerta entre os evangélicos, com avanço de Flávio de 51% para 58%, enquanto Lula permanece com 28%.



