Comissário europeu citou resultado positivo de auditoria sobre antimicrobianos durante reunião do G20 em Milwaukee

Representante comercial da UE afirmou nesta quarta-feira que retomada pode ocorrer no curto prazo após conclusão de procedimentos burocráticos
O representante comercial da União Europeia afirmou nesta quarta-feira (30) que as exportações brasileiras de carne de aves e mel para o bloco podem ser retomadas no curto prazo, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores e do MDIC.
O Comissário para Comércio e Segurança Econômica da Comissão Europeia, Maroš Šefčovič, manifestou a intenção durante reunião com o ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC, e o chanceler Mauro Vieira, à margem do G20 de Comércio, em Milwaukee. Segundo o comunicado, o comissário europeu citou o resultado positivo da auditoria realizada recentemente no Brasil sobre o uso de antimicrobianos.
“As exportações de carne de aves e mel devem ser retomadas em breve, após a conclusão dos procedimentos burocráticos”, afirmou Šefčovič, conforme o comunicado divulgado pelos ministérios brasileiros.
As exportações brasileiras de carne bovina, aves, ovos e mel para a União Europeia foram suspensas no dia 3 de setembro. A medida foi adotada após o Brasil ser retirado, em maio, da lista de países que cumprem regras contra o uso abusivo de antibióticos na pecuária.
Na reunião do G20, os ministros brasileiros também abordaram o comércio de carne bovina. “O lado brasileiro manifestou expectativa de que procedimento acelerado de autorização possa também ser alcançado para as exportações de carne bovina”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores.
As autoridades discutiram ainda as medidas europeias de restrição à importação de aço. “Sobre as medidas relativas a aço, o lado europeu indicou que está em andamento uma revisão da alocação de quotas de produtos siderúrgicos, com potencial impacto positivo para o Brasil. O processo de revisão terá etapas adicionais em 2027”, afirma o comunicado.
No dia 1 de julho, a União Europeia adotou medidas de restrições às importações de aço, reduzindo o volume de produtos siderúrgicos que podiam ser vendidos ao bloco sem sobretaxa e elevando para 50% a tarifa sobre o excedente. O bloco europeu afirmou que as medidas visavam proteger sua indústria do excesso de capacidade de produção mundial.
O governo brasileiro havia criticado as mudanças, afirmando que a medida reduzia o acesso ao mercado europeu após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia em maio.



