Artigo analisa influência da religião na política e história do Brasil

Texto examina papel da Igreja Católica na colonização portuguesa e formação da sociedade brasileira desde o século XVI

Artigo analisa influência da religião na política e história do Brasil
A Igreja Católica teve papel central na colonização do Brasil. Foto: Divulgação/ CNBB

Artigo examina a relação entre política e religião ao longo da história, destacando o papel da Igreja Católica na colonização portuguesa e formação da sociedade brasileira.

Um artigo publicado no Blog do Noblat examina a relação histórica entre política e religião, argumentando que estas duas forças não se combinam bem e que é difícil governar com base em conceitos religiosos.

O texto analisa que a confusão entre ambas existe desde os tempos antigos até os dias atuais. Como exemplo, cita Jesus Cristo, identificado como essênio que viveu na Galileia entre 6 e 4 a.C e 30-33 d.C em uma tribo isolada no deserto. Conforme o artigo, Cristo saiu dessa região para pregar o arrependimento, a justiça e o amor ao próximo em território dominado por Roma.

O artigo descreve que Pôncio Pilatos, homem forte na região, não aprovou a pregação de Cristo, especialmente porque os seguidores do profeta o viam como um Rei. “Dois reis não convivem no mesmo pedaço. O dos Cristãos morreu na cruz.”

O texto aponta que os conceitos de Cristo sobreviveram por mais de vinte séculos com ampla discussão através de entidades religiosas. Segundo o artigo, a descoberta do Brasil foi obra da Igreja Católica e representa uma história “bonita e complicada”.

O artigo traça um caminho que passa pelos Templários, ordem que protegia peregrinos no caminho de Jerusalém e ganhou muito dinheiro com um sistema financeiro criado por eles. Conforme o texto, a Ordem ficou tão rica que o Rei de França, Filipe IV, era um dos principais devedores. Em vez de pagar, o soberano francês extinguiu a ordem e executou seus dirigentes, incluindo o chefe supremo Jacques de Molay, que morreu na fogueira.

Segundo o artigo, o dinheiro dos Templários sumiu mas reapareceu séculos depois em Portugal, na Ordem dos Cavaleiros de Cristo, que tinha características militares dos Templários. O Infante D. Henrique, português que organizou as grandes navegações, vivia como um templário, asceta e isolado. As caravelas da frota de Pedro Álvares Cabral, que aportou na Bahia, ostentavam a Cruz de Cristo, símbolo dos Templários.

O artigo destaca que os primeiros europeus brancos que chegaram ao novo continente eram presidiários ou judeus convertidos. A colonização do Brasil foi realizada basicamente por jesuítas que se espalharam de norte a sul, enquanto portugueses faziam negócios e os padres catequizavam índios e negros.

Conforme o texto, festas do Divino ainda existem no interior do Brasil e representam a vitória dos cristãos contra os mouros ou árabes, expulsos da península ibérica. O artigo afirma que o Brasil é filho dos rigores da Igreja Católica e menciona que a Inquisição enviou quatro visitações para punir infiéis na colônia, com punições ocorrendo em Lisboa.

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