Reeleita governadora de Pernambuco no primeiro turno, ela descarta formar palanque formal para candidatos presidenciais.

A governadora de Pernambuco confirmou que manterá posição neutra na disputa presidencial e descarta formar palanque formal.
A governadora Raquel Lyra (PSD-PE), reeleita para o governo de Pernambuco no primeiro turno das Eleições 2026, confirmou nesta quinta-feira (8/10) que manterá uma posição de neutralidade na disputa presidencial do segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela descartou a formação de palanque formal para os candidatos na região.
Segundo a governadora, o foco principal de sua gestão será a governabilidade e as demandas da população pernambucana. A prioridade absoluta é unir Pernambuco e dar continuidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento social, independentemente de quem saia vitorioso da corrida ao Palácio do Planalto.
Aliados de Lula entraram em campo para tentar convencer Raquel a declarar apoio ao petista. Porém, apesar de reconhecer publicamente a parceria mantida com o governo federal ao longo de seu primeiro mandato, a governadora evitou orientar o voto de seus eleitores.
Ao ser questionada por jornalistas logo após o resultado do primeiro turno, Raquel Lyra afirmou: “Quero aqui expressar a minha gratidão ao presidente Lula, que nos ajudou, sim, a trazer recursos para Pernambuco. Fizemos parcerias importantes em nosso estado. É importante ressaltar isso. Mas eu continuo mantendo a minha coerência de colocar Pernambuco em primeiro lugar”.
Nos bastidores políticos, a decisão da chefe do Executivo pernambucano é interpretada como um movimento estratégico para preservar a autonomia administrativa do estado e manter pontes abertas com qualquer uma das forças políticas em disputa. A neutralidade de Raquel seria para blindar o governo estadual de polarizações nacionais durante a nova fase da campanha eleitoral. No primeiro turno, o cenário em Pernambuco foi amplamente favorável ao petista.



