Campanha de Lula dispara fake news sobre cortes sociais para vencer Flávio no segundo turno

Força-tarefa petista espalha mensagens falsas em redes, WhatsApp e Telegram atribuindo a Flávio planos de privatizar SUS e extinguir Bolsa Família

Campanha de Lula dispara fake news sobre cortes sociais para vencer Flávio no segundo turno
Presidente Lula e deputado André Janones em ato de campanha

Campanha de reeleição de Lula distribui conteúdo desinformativo nas plataformas digitais com mensagens falsas sobre propostas do rival Flávio Bolsonaro

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desencadeou esta semana uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, WhatsApp e Telegram com mensagens falsas sobre propostas de Flávio Bolsonaro (PL) para vencer o segundo turno.

Agentes de uma força-tarefa petista iniciaram a onda de fake news nesta quarta-feira (8), com apoio de influenciadores como o deputado André Janones (Rede-MG) e dos deputados eleitos Pedro Rousseff (PT-MG) e Ana Elisa (PT-MG), que recebeu 524.216 votos, a segunda maior votação entre candidatos a deputado em Minas Gerais, ficando atrás de Nikolas Ferreira (PL-MG), com 3.119.318 votos.

O conteúdo falso atribui ao candidato planos de privatizar o SUS, extinguir o Bolsa Família e eliminar direitos trabalhistas. As mensagens também mentem sobre fim do 13º salário, do Benefício de Prestação Continuada (BPC), aumento da idade mínima para aposentar, fim de universidades e do voto feminino. Uma publicação falsamente anuncia aposentadoria aos 75 anos para homens e aos 72 para mulheres, além de jornada diária de 12 horas.

Nikolas Ferreira (PL-MG) qualificou a ação como “terrorismo eleitoral”. A equipe de Flávio identificou uma “onda descomunal de desinformação” e relatórios diversos mapeiam as postagens falsas propagadas nas plataformas.

Segundo orientações do presidente Lula, a campanha petista advertiu beneficiários de programas sociais e aposentados sobre possíveis cortes em um eventual governo Flávio. A estratégia ganhou corpo na reorganização da campanha após o primeiro turno, quando o petista ficou atrás do rival.

As fake news atribuem as afirmações tanto a Flávio quanto ao senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha do rival. Vários conteúdos usam vídeos com falas adulteradas e misturam defesa de reformas com medidas que Marinho nunca anunciou. Uma dessas postagens viralizou rapidamente nas plataformas.

Órgãos independentes de checagem desmentem o conteúdo malicioso diariamente. O programa de governo de Flávio sustenta compromissos de preservar programas sociais e combater fraudes previdenciárias, sem incluir as medidas anunciadas nas fake news.

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