Eleitor indeciso será fundamental para definir segundo turno, diz CEO da Nexus

Levantamento aponta que 7% do eleitorado pode votar em qualquer candidato e pode mudar de decisão até o dia da votação

Eleitor indeciso será fundamental para definir segundo turno, diz CEO da Nexus
Lula anuncia ida a debate e desafia Flávio: "Vamos mostrar nossa diferença" Foto: CNN Brasil

Pesquisa da Nexus/BTG mostra que 51% rejeita Lula e 47% rejeita Flávio. Ainda há 7% de eleitores indecisos que podem definir resultado

O eleitor indeciso, aquele que votou em terceira via ou anulou seu voto no primeiro turno, será fundamental para definir o resultado do segundo turno das eleições, segundo avaliação de Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, em entrevista nesta terça-feira (13).

Com base em levantamento recente da Nexus/BTG sobre potencial de voto e rejeição dos candidatos, 51% do eleitorado afirma que não votaria em Lula (PT) de jeito nenhum, enquanto 47% rejeitam Flávio Bolsonaro (PL). Em contrapartida, 42% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, ao passo que 43% fazem a mesma afirmação em relação a Flávio.

“Esse é o piso do piso de cada um dos candidatos”, destacou Tokarski.

Para os dois candidatos, há 7% do eleitorado que declara poder votar em qualquer um deles, mas que ainda não tem certeza sobre sua escolha. Tokarski ressaltou que esse percentual coincide exatamente com a fatia de eleitores que afirmam poder mudar de voto até o dia do segundo turno.

“Esse eleitorado será fundamental para a gente acompanhar eventuais movimentos, para onde esse eleitor vai. Ele está dizendo que aceita votar nos dois, mas mais gente hoje está votando em Flávio, que tem a vantagem. Mas esse eleitor é um eleitor que pode mudar de opinião”, observou o analista.

Tokarski também analisou o comportamento dos eleitores que votaram na terceira via no primeiro turno, que somou quase 8% dos votos válidos. Segundo dados da Nexus/BTG, 45% desses eleitores migraram para Flávio, 32% para Lula, 19% optaram pelo voto em branco ou nulo e 3% seguem indecisos. O índice de eleitores não convictos dessa parcela mais que dobra, chegando a 16%.

“Esse eleitor é um eleitor que preferia não ter que votar nem em Lula, nem em Flávio”, explicou Tokarski.

De acordo com o CEO da Nexus, esse eleitor tende a fazer a escolha daquele que considera o candidato menos ruim, e sua decisão pode ser influenciada por debates, sabatinas, movimentações de rua e posicionamentos nos noticiários. Tokarski observou que, se todo esse contingente migrar para Flávio, a diferença pode se ampliar de 48% x 45% para 49% x 43% nos votos totais. Já se o movimento for inteiramente em direção a Lula, os dois candidatos poderiam empatar, com 46% cada um.

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