Resgate de ex-primeira-dama do Peru e proibição das bets preocupam diplomatas estrangeiros com segurança jurídica

Embaixadores de vários países em Brasília manifestam revolta contra atos do presidente Lula este ano, afetando imagem internacional do Brasil
Embaixadores de vários países em Brasília manifestam revolta silenciosa contra ações do presidente Lula em 2026.
Dois atos presidenciais chamaram especial atenção dos diplomatas estrangeiros. O primeiro foi o resgate com avião da Força Aérea Brasileira da ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, condenada pela Justiça de seu país por corrupção. Prestes a ser presa, foi trazida para o Brasil com chancela do governo Lula, visto por embaixadores como ingerência em propósitos não ortodoxos.
O segundo ato foi a proibição das operações de bets no país, anunciada a 9 dias da eleição. Segundo diplomatas, a medida derrubou a avaliação do Brasil entre diferentes nações. O país passou a ser visto como local de insegurança jurídica para investimentos. Os adidos comerciais das embaixadas expressaram preocupação com o impacto nos negócios internacionais.
A insatisfação dos embaixadores não influencia diretamente a eleição brasileira, mas afeta a reputação diplomática do país no exterior.
Em outro movimento político, o programa de rádio do PT acusou o vice de Flávio na chapa, Alfredo Gaspar (PL), de estupro de vulnerável de 13 anos, na segunda-feira (12). A acusação circula novamente mesmo após Alfredo ser inocentado pelo Supremo Tribunal Federal e depois de a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindberg (PT-RJ) serem processados pela falsa acusação.
Duas lideranças formadas pelo RenovaBR chegam ao Senado pela primeira vez na mesma eleição. Rayssa Furlan (Pode) conquistou cadeira pelo Amapá, enquanto Alessandro Vieira (MDB) garantiu reeleição por Sergipe. Rayssa, que ocupou secretarias municipais em Macapá, será a primeira mulher do RenovaBR a ocupar cadeira na Casa. Alessandro foi da primeira turma de formação da organização, em 2018.
Flávio Bolsonaro abraçou a causa do fim da escala de trabalho 6×1. O presidenciável havia sido crítico do projeto discretamente, mas a dois dias da eleição, votar contra a proposta representa risco de perda de votos, segundo seus aliados.



