Campanha de Flávio pede à Justiça investigação sobre propaganda sem áudio na TV

Defesa do senador acionou 1ª Zona Eleitoral de Brasília após veiculação sem som na segunda-feira; TSE apontou falha técnica

Campanha de Flávio pede à Justiça investigação sobre propaganda sem áudio na TV
O senador e candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Charles Vieira/Divulgação — Foto: O senador e candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)  • Charles Vieira/ Divulgação

Campanha de Flávio Bolsonaro acionou a 1ª Zona Eleitoral de Brasília com pedido para investigar veiculação de propaganda sem áudio na TV na segunda-feira (12).

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou a 1ª Zona Eleitoral de Brasília com pedido de investigação sobre a veiculação de sua propaganda política sem áudio na TV na segunda-feira (12).

Segundo a defesa, assinada pelos advogados Mattheus Macedo, Tracy Reinaldet e Leonardo Castegnaro, nunca em eleição presidencial anterior um programa de candidato havia sido transmitido em rede nacional dessa forma. O programa foi disparado apenas com transmissão de imagens, sem som algum, no feriado de Nossa Senhora Aparecida.

A defesa solicitou que as emissoras de televisão sejam oficiadas para preservar o material da gravação e pediu autorização para produção de outros elementos de prova sobre o caso.

“O programa eleitoral de um candidato à Presidência da República foi silenciado, no dia e sobre o tema mais sensíveis de sua campanha, por ‘falha’ ocorrida dentro da estrutura responsável por exibi-lo, e até agora ninguém sabe dizer por que, por obra de quem, nem por que razão o programa do candidato adversário pôde ser corrigido e o do Noticiante não”, afirmou a campanha.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a veiculação sem áudio ocorreu devido a um problema técnico no Pool de Mídias, no momento de finalização dos arquivos tanto de Flávio quanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Contudo, houve tempo hábil para a correção do problema antes da exibição da segunda propaganda, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou a corte eleitoral.

A equipe jurídica de Flávio sugere correlação entre o fato e fake news divulgadas no final de setembro de que o senador e grupos alinhados pretendiam tirar o título da santa de Padroeira do Brasil. Apesar do reconhecimento do TSE sobre o conteúdo de desinformação, a defesa de Flávio afirma que a pauta se tornou uma “das principais armas da campanha adversária”.

A campanha alegou que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) limitou-se a afirmar que a “exibição do dia estava a cargo de outra empresa que integra o pool de emissoras”, sem indicar qual, e refutou “a informação de que foi responsável por qualquer erro”. A notícia-crime buscou estabelecer correlação de fatos a serem apurados, argumentando que a empresa estatal é presidida por Antonia Pellegrino, esposa de Marcelo Freixo, ex-presidente da Embratur, e amiga da primeira-dama Janja.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress