Cúpula de Segurança de SP reúne para rever protocolos da PM após três mortes

Encontro no Palácio dos Bandeirantes discute abordagens em casos de surto psicológico e possível ampliação do uso de armas de choque

Cúpula de Segurança de SP reúne para rever protocolos da PM após três mortes
PM é preso após matar mulher à queima-roupa em SP Foto: PM é preso após matar mulher à queima-roupa em SP

Secretário da Segurança Pública e comandante da PM discutem revisão de Procedimento Operacional Padrão após três óbitos em menos de 15 dias

A cúpula da Segurança Pública de São Paulo reúne nesta sexta-feira (16) no Palácio dos Bandeirantes para rever protocolos da Polícia Militar em abordagens, particularmente em casos de pessoas em aparente surto psicológico.

A reunião conta com a participação do secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, do secretário executivo da pasta, coronel Henguel, e da comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Anselmo Cavalli. Entre os temas em pauta está a possibilidade de compra de mais armas de choque e ampliação de seu uso operacional.

O encontro constitui a primeira etapa de discussão sobre possíveis mudanças no Procedimento Operacional Padrão (POP), que estabelece normas para orientar a atuação dos policiais em diferentes tipos de ocorrência. A intenção é rever procedimentos em vigor desde 2014 e modernizar os protocolos com ampliação da preparação dos agentes.

A reunião ocorre após três pessoas morrerem em ocorrências envolvendo policiais militares na capital paulista em menos de 15 dias. Os casos foram registrados na Vila Dionísia, em Moema e no Parque São Domingos.

Segundo dados do Ministério Público de São Paulo, foram registradas 191 mortes entre janeiro e setembro de 2026 decorrentes de intervenções policiais, ante 188 no mesmo período de 2025. Trata-se do maior número para os nove primeiros meses do ano desde 2020. Em 2022, foram 124 mortes; em 2023, 141; e em 2024, 176.

O secretário Osvaldo Nico Gonçalves atribuiu o aumento à intensificação do trabalho das forças de segurança e afirmou que a alta nos números não significa necessariamente maior letalidade policial.

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