Campanha do candidato do PL afirma ser prejudicada em intensidade superior à de Lula e cita 3.908 anúncios críticos pagos desde setembro.

Campanha de Flávio Bolsonaro apresentou petição ao TSE na sexta-feira pedindo entrada como terceiro interessado em ação movida pela coligação de Lula contra a Meta.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de sexta-feira (17) pedindo para entrar como terceiro interessado na ação que a coligação de Lula (PT) moveu contra a Meta. Segundo a defesa do candidato, as falhas da plataforma prejudicam sua candidatura “em intensidade superior” à do petista.
A campanha elencou dados da Biblioteca de Anúncios da Meta para sustentar o pedido. Desde setembro, a página “Lula” no Facebook pagou 3.908 anúncios de propaganda negativa contra Flávio, com gasto estimado entre R$ 734 mil e R$ 1,26 milhão. Desde o primeiro turno, conforme a defesa, a campanha de Lula pagou 2.965 anúncios críticos a Flávio, enquanto a de Flávio pagou 15 contra Lula.
De acordo com a petição, 2.035 dos 2.624 anúncios que a página de Lula iniciou em 9 e 10 de outubro eram negativos contra Flávio. A defesa destaca que foram justamente os dias em que o PT disse ter sido impedido de impulsionar conteúdo na plataforma.
A campanha também aponta que 16 versões de um anúncio feito com Inteligência Artificial com o texto “Flávio vai colocar sua família em risco” foram aprovadas sem o aviso obrigatório de conteúdo sintético. Entre março e julho, segundo a defesa, 53 páginas sem responsável identificado pagaram 4.625 anúncios políticos que atacavam sobretudo Flávio. Parte do gasto foi declarada em dólar e em peso colombiano.
Na manhã de 16 de outubro, 423 anúncios negativos contra Flávio seguiam ativos na plataforma. Concomitantemente, 681 anúncios a favor de Flávio foram pagos por terceiros que não têm direito de contratar impulsionamento, conforme a campanha.
A defesa de Flávio também cita o anúncio de uma página chamada “Preembarque”, que tem conteúdo político neutro mas leva o usuário ao canal “Exército do Lula” no WhatsApp e foi cadastrada como anúncio comum para escapar das regras de propaganda eleitoral.
Na petição, a campanha defende que a ordem dada pelo TSE sobre o caso a favor de Lula nesta semana também deve regulamentar como a Meta trata sua campanha. Os advogados também afirmam que há risco “concreto e atual” de a plataforma, pressionada pela multa, corrigir em excesso e de forma unilateral. Ao final, pedem que o TSE obrigue a Meta a barrar o impulsionamento de propaganda negativa contra qualquer uma das candidaturas até o fim do segundo turno.



