Craig Hamilton-Parker alertava sobre surto pulmonar dias antes da morte por peste bubônica em laboratório na Sibéria

Britânico conhecido como 'Profeta do Fim do Mundo' fez alertas sobre doença respiratória antes da morte de pesquisadora russa por peste bubônica
Uma previsão do britânico Craig Hamilton-Parker, conhecido como “Profeta do Fim do Mundo”, chamou atenção após a morte da pesquisadora russa Darya Shipilova no dia 2 de outubro. Shipilova trabalhava no Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk, na Sibéria, e morreu após contrair a bactéria Yersinia pestis.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a pesquisadora foi infectada após quebrar acidentalmente um tubo de testes que continha o microrganismo. Dias antes do caso, Hamilton-Parker havia publicado vídeos nos quais alertava sobre uma possível doença capaz de se espalhar rapidamente.
Em um vídeo publicado antes do falecimento, Hamilton-Parker falou sobre um possível surto que afetaria o peito e os pulmões. Em outra gravação, divulgada em setembro, o britânico afirmou que a doença seria diferente de outras e teria maior facilidade de transmissão.
O “Profeta do Fim do Mundo” também mencionou relatos que atribuiu a dois monges tibetanos, que teriam falado sobre uma doença biológica perigosa. Ele afirmou ainda que ferramentas de inteligência artificial poderiam ajudar a humanidade a enfrentar uma eventual crise sanitária.
Após a morte da pesquisadora, cerca de 200 pessoas que teriam tido contato com ela foram colocadas sob observação médica. Autoridades regionais cancelaram eventos públicos e adotaram medidas de quarentena em meio à preocupação com a propagação da doença.
Apesar da repercussão da previsão, não há evidências de que Hamilton-Parker tenha antecipado especificamente o caso da pesquisadora ou que suas declarações tenham relação com o episódio.



