Fabio Silva foi localizado durante casamento no domingo. Operação da PF investiga monopólio de internet do Comando Vermelho.

Vereador Fabio Silva (Podemos-RJ) foi preso preventivamente em Londrina nesta segunda-feira após compartilhar fotos de casamento nas redes sociais indicando sua localização.
O vereador Fabio Silva (Podemos-RJ) foi preso preventivamente em Londrina, no Norte do Paraná, nesta segunda-feira (19). Segundo a Polícia Federal, o parlamentar foi localizado após publicar fotos nas redes sociais durante um casamento realizado no domingo (18).
A prisão integra a Operação Backbone, deflagrada pela PF para investigar a atuação do Comando Vermelho no controle de serviços de internet em comunidades do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, Silva estava hospedado na casa de um amigo no Jardim Quebec, em Londrina, onde participava da cerimônia acompanhado da esposa e do filho menor de idade.
A publicação nas redes sociais, na qual indicou a cidade em que estava, ajudou os investigadores a localizá-lo. Durante a abordagem, o celular do vereador foi apreendido. Após a prisão, o parlamentar foi levado ao Centro Integrado de Triagem de Londrina, onde passou a noite detido. Segundo o Bom Dia Paraná, da RPC TV, ele aguarda liberação para transferência para o Rio de Janeiro.
A Operação Backbone teve como objetivo desarticular uma estrutura ligada ao Comando Vermelho que, de acordo com as investigações, impõe monopólio de serviços de internet em áreas dos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, no Rio de Janeiro. Segundo a PF, criminosos armados cortavam cabos e incendiavam caixas de distribuição de provedores concorrentes, impediam reparos e pressionavam moradores e comerciantes a contratar os serviços controlados pela facção.
A investigação também apura atividades empresariais supostamente utilizadas para sustentar a estrutura criminosa. A operação prevê medidas de bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões, além da suspensão das atividades de empresas investigadas. Entre os alvos estão Márcia Gama Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno, mãe e irmão do rapper Oruam, respectivamente. Também foi expedido mandado contra Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, pai do artista e que já está preso.
Silva está em seu primeiro mandato como vereador no Rio de Janeiro. Em nota, a defesa do parlamentar afirmou que ele não possui relações com práticas ilícitas e que se manifestará após conhecer em detalhes as acusações.



